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Falta de chuva e calor em Março afectam produtividade dos cereais de Inverno

A generalidade das culturas cerealíferas de Outono/Inverno encontra-se na fase de plena maturação. As elevadas temperaturas e a escassa precipitação de Março conduziram à interrupção dos processos de desenvolvimento vegetativo e induziram um espigamento precoce, com implicações na produtividade potencial.

Quem o diz é o Instituto Nacional de Estatística (INE), nas suas previsões agrícolas em 31 de Maio.

Chuvas de Abril benéficas, mas…

Apesar das chuvas de Abril terem sido benéficas, por terem ocorrido na fase de enchimento do grão, e do tempo seco de Maio ter promovido uma maturação sem incidentes, prevêem-se reduções generalizadas nos rendimentos unitários destas culturas (excepto no centeio que, sendo produzido maioritariamente no interior Norte e Centro, não foi sujeito a condições meteorológicas tão adversas).

Estimam-se diminuições de 10% no trigo mole e cevada e de 15% no trigo duro, triticale e aveia.

O mês de Maio caracterizou-se, em termos meteorológicos, como muito quente e extremamente seco. Foi o sétimo mais quente desde 1931, com uma temperatura média do ar de 18,1ºC, o que corresponde a um desvio de +2,4ºC face à média (1971-2000).

Precipitação

Quanto à precipitação, o valor médio de 13,3mm posiciona este maio como o sexto mais seco dos últimos oitenta e oito anos, tendo chovido apenas 19% do valor normal mensal.

No final de Maio, e de acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, verificou-se um aumento da área e da intensidade da seca meteorológica face ao mês anterior: cerca de 98% do território encontra-se em seca meteorológica (58% em Abril), sendo que nas classes mais intensas (extrema e severa) encontra-se 30,4% do território (3,7% em Abril).

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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