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Exportações de produtos alimentares e bebidas crescem 20,4% em Janeiro

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As exportações de produtos alimentares e bebidas cresceram 20,4% em Janeiro de 2017, face a Janeiro de 2016, atingindo os 427 milhões de euros. As exportações de produtos primários cresceram 16,2% para os 127 milhões de euros e dos produtos transformados 22,3% chegando aos 300 milhões de euros.

Apesar de tudo, a balança comercial na categoria dos produtos alimentares e bebidas está ainda em défice. As importações, no mesmo período, ascenderam a 641 milhões de euros, registando um crescimento de 10,3% face a Janeiro de 2016.

Segundo os dados divulgados hoje, 13 de Março, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mm Janeiro de 2017, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respectivamente, +19,6% e +22,3% (+12,0% e +13,0% em Dezembro de 2016, pela mesma ordem). Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 17,1% e as importações 14,6% (respectivamente +9,2% e +9,5% em Dezembro de 2016).

O défice da balança comercial de bens situou-se em 941 milhões de euros em Janeiro de 2017, representando um aumento de 252 milhões de euros face ao mês homólogo de 2016. Excluindo os Combustíveis e lubrificantes a balança comercial atingiu um saldo negativo de 535 milhões de euros, que corresponde a uma redução de 5 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2016.

No trimestre terminado em Janeiro de 2017, as exportações e as importações de bens aumentaram respetivamente 12,9% e 14,3% face ao período homólogo.

Resultados globais

Em Janeiro de 2017, em termos das variações homólogas mensais, as exportações cresceram 19,6% (+12,0% em Dezembro de 2016), devido à evolução registada quer no Comércio Intra-UE (+15,9%) quer no Comércio Extra-UE (+33,0%) (respectivamente +11,7% e +12,8% em Dezembro de 2016). De igual modo, as importações aumentaram 22,3% (+13,0% em Dezembro de 2016), devido à evolução registada tanto nas importações Intra-UE (+16,8%) como nas importações de países Extra-UE (+41,3%) (+8,4% e +29,1% em Dezembro de 2016, respectivamente). Esta evolução deve-se, parcialmente, à diferença no número de dias úteis no período de referência: Janeiro de 2017 registou mais 2 dias úteis do que os meses anterior e homólogo de 2016.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes e em termos homólogos, as exportações aumentaram 17,1% e as importações 14,6% (respectivamente +9,2% e +9,5% em Dezembro de 2016 face a Dezembro de 2015).

Face ao mês anterior, as exportações cresceram 8,0%, em resultado do aumento registado nas exportações Intra-UE dado que, nas exportações Extra-UE, se verificou uma redução. Diferentemente, as importações registaram uma diminuição de 2,1%, devido à evolução das importações provenientes da UE, já que as importações de países fora da UE registaram um aumento.

No trimestre terminado em Janeiro de 2017, as exportações aumentaram 12,9% e as importações 14,3% face ao período homólogo, o que representa uma aceleração relativamente ao trimestre terminado em Dezembro de 2016 (respectivamente +5,0% e +6,4%).

Grandes categorias

Em Janeiro de 2017, as exportações de bens de todas as grandes categorias económicas aumentaram face ao mês homólogo de 2016, destacando-se os acréscimos registados nos Fornecimentos industriais, Material de transporte e acessórios e Combustíveis e lubrificantes (correspondendo a +15,9%, +25,1% e +59,7%, respectivamente).

Nas importações, em Janeiro de 2017 evidencia-se claramente o aumento verificado nos Combustíveis e lubrificantes (+106,0%) em relação ao mesmo mês de 2016 (justificado sobretudo pela importação de Óleos brutos de petróleo).

Países clientes

Tendo em conta os principais países de destino em 2016, em Janeiro de 2017 apenas as exportações para Itália diminuíram em comparação com o mesmo mês de 2016 (-2,4%), tendo os maiores aumentos sido registados nas exportações para Espanha, Alemanha e França. Os 10 principais países de destino em 2016 diferem dos de 2015 (utilizados nas divulgações anteriores) pelo facto de Angola ter descido da 6ª para a 8ª posição e pela substituição da China por Marrocos, na última posição.

Nas importações, no âmbito dos maiores países fornecedores em 2016, apenas dois países registaram decréscimos face ao mês homólogo de 2016: Espanha (-4,8%) e Itália (-4,1%). Os restantes países registaram aumentos, com maior destaque para o acréscimo registado nas importações provenientes da Alemanha. Face à lista de 2015, os 10 principais países fornecedores em 2016 evidenciam uma alteração nas duas últimas posições, com a saída de Angola e dos Estados Unidos e a entrada, em sua substituição, da Rússia e do Brasil.

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