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Expedição oceanográfica Eurofleets+ arranca nos Açores para exploração de zonas desconhecidas da Dorsal Médio-Atlântica

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A expedição oceanográfica Eurofleets+, designada por “iMar: Avaliação integrada da distribuição dos Ecossistemas Marinhos Vulneráveis ao longo da Dorsal Médio-Atlântica na Região dos Açores”, saiu hoje, 18 de Maio, para o mar do porto da Horta, a bordo do navio de investigação Pelagia, do Real Instituto Holandês para a Investigação do Mar.

O projecto, impulsionado pelos investigadores Telmo Mourato e Marina Carreiro-Silva, vai permitir a realização de uma expedição científica para exploração de zonas desconhecidas da Dorsal Médio-Atlântica, o que promoverá o acesso a informação privilegiada no sentido de contribuir para as políticas de conservação dos ecossistemas marinhos e de sustentabilidade deste património natural.

A secretária Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, Susete Amaro, esteve presente no lançamento considerando que o conhecimento das comunidades biológicas do mar profundo se traduz numa abertura de “fronteiras a um mundo por desvendar”, constituindo “mais uma etapa marcante para a Ciência nos Açores”.

Na ocasião, que contou também com a presença do secretário Regional do Mar e Pescas, Susete Amaro sublinhou a “busca de conhecimento e da sua aplicabilidade às diversas dimensões da Ciência”, como condição indispensável ao desenvolvimento dos Açores.

17 dias de exploração

A investigação dos ecossistemas do fundo do mar requer equipamentos e capacidades tecnológicas complexas, grandes embarcações oceanográficas e tripulações especializadas, que são muito caras. O acesso a recursos como este raramente está disponível para as comunidades científicas nacionais.

O financiamento garantido ao grupo de investigação em alto mar da Okeanos da Universidade dos Açores permitirá uma expedição científica de 17 dias para explorar áreas desconhecidas do Médio Atlântico Dorsal.

Telmo Morato, do IMAR e da Okeanos da Universidade dos Açores e co-líder do grupo de investigação, destaca que “as equipas de investigação de águas profundas em Portugal têm dificuldade em aceder a embarcações de investigação de grande envergadura que facilitam o trabalho em profundidade e em águas mais distantes e com os recursos tecnológicos adequados”, salientando que “os projectos não conseguem suportar os custos associados à diária de uma embarcação desta natureza, que pode variar entre 20 e 60 mil euros por dia”.

Agricultura e Mar Actual

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