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Europeias. Volt defende na UE “incentivos para a redução da criação de animais”

O partido Volt Portugal, que tem Duarte Costa como cabeça de lista às eleições europeias de 9 de Junho, compromete-se a defender no Parlamento Europeu “incentivos para a redução da criação de animais, ao mesmo tempo que se limitam as importações de carne de países terceiros e se, sobretudo, se ajusta a procura da mesma com políticas simultâneas que influenciam os padrões de consumo”.

Segundo o programa eleitoral do Volt, “a agricultura é responsável por 10,3% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da UE, e 70% dessas emissões provêm do sector animal. Trata-se de procurar uma abordagem de ‘menos, ‘mas de melhor qualidade” relativamente ao consumo de carne, se quisermos retornar a níveis sustentáveis de consumo, mantendo a lucratividade dos agricultores”.

“A transição para um sector agrícola mais sustentável, em colaboração com os nossos agricultores, é crucial para a transição verde. Os agricultores de pequena e média dimensão estão, há décadas, a ser pressionados pelas relações comerciais exploratórias, das quais dependem. Isto reflecte-se na diminuição do número de pequenas e médias explorações agrícolas na Europa, enquanto que as grandes explorações vão ficando maiores”, acrescenta o programa do Volt.

E realçam os responsáveis pelo partido que ambicionam “uma reforma de políticas que promova melhores condições de vida para os agricultores, a renovação intergeracional e estimule as economias locais. Recompensar os agricultores que trabalham em harmonia com a natureza é essencial para criar um futuro verde e salvaguardar a autonomia estratégica da Europa. A necessidade de mudança estende-se às nossas políticas florestais e dos oceanos”.

Cooperativas agrícolas locais

Por outro lado, a lista do Volt encabeçada por Duarte Costa pretende “apoiar o estabelecimento de cooperativas agrícolas locais para ajudar a estabilizar os preços dos alimentos, garantir rendimentos estáveis e justos para os agricultores e estimular as cadeias de abastecimento locais. Estabelecer orientações para os Estados-membros promoverem a cooperativização. Lançar uma plataforma pública ao nível da UE para troca de conhecimento e informação destinada sobretudo aos produtores (direitos, deveres, apoio com a PAC [Política Agrícola Comum] e partilha de boas-práticas), mas também aos consumidores”.

Pretende ainda o Volt “formar os funcionários dos ministérios nacionais competentes por forma a capacitá-los para ajudarem adequadamente os agricultores com as suas dúvidas sobre a aplicação da PAC, especialmente importante para os métodos de produção menos utilizados (que tendem a coincidir com os mais sustentáveis) e que, por vezes, sofrem por isso do fenómeno da desinformação”.

Pode ler o programa do Volt aqui.

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