O eurodeputado do Partido Social Democrata dos Açores (PSD/Açores), Paulo do Nascimento Cabral, defendeu uma “resposta europeia integrada aos incêndios florestais”, durante um debate na Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu sobre a gestão integrada dos riscos de incêndios florestais.
A troca de pontos de vista com o Comité Económico e Social Europeu foi incluída na agenda a pedido de Paulo do Nascimento Cabral e aceite pelos coordenadores dos grupos políticos, e contou com a apresentação das conclusões do Parecer “Gestão integrada dos riscos de incêndios florestais: abordagem da UE em matéria de gestão integrada dos riscos de incêndios florestais”, apresentado pelo Relator e secretário-geral da CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal, Luís Mira, revela uma nota de imprensa do gabinete do eurodeputado.
Na sua intervenção, Paulo do Nascimento Cabral afirmou que “os fogos florestais não são mais excepcionais ou confinados ao Sul da Europa. Este problema está a piorar a cada ano e requer uma solução europeia integrada de prevenção e preparação para a resposta e recuperação”.
O eurodeputado social-democrata destacou ainda que “desde o início do ano até 31 de Agosto de 2026, 643 mil hectares arderam na União Europeia”, sublinhando a dimensão dos mesmos e que “nenhum Estado-membro está imune”.
Paulo do Nascimento Cabral agradeceu a apresentação das boas ideias e conclusões apresentadas pelo Comité Económico e Social Europeu e manifestou ainda o seu total apoio ao Parecer, afirmando que “precisamos de investimentos, objectivos e um fundo específico para a prevenção dos fogos florestais no próximo Quadro Financeiro Plurianual fora da Política Agrícola Comum”.
Sobre o papel do sector agrícola e florestal, sublinhou que “os agricultores e produtores florestais devem ser reconhecidos como gestores activos de terra e parceiros críticos na prevenção. Quando a agricultura e a floresta não são economicamente viáveis, a terra é abandonada, acumula-se biomassa, e os fogos tornam-se mais intensos”.
O eurodeputado acrescentou também que “precisamos apoiar as nossas comunidades rurais e financiar medidas concretas, como agricultura extensiva, a gestão activa de florestas ou paisagens mais diversas e resilientes. Este contributo do Eng. Luís Mira é essencial para esta nova estratégia europeia, pelo que muito agradeço”.
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