Eurodeputado do PSD/Açores defende Europa para além das capitais que valorize as áreas rurais

O eurodeputado do Partido Social Democrata dos Açores (PSD/Açores), Paulo do Nascimento Cabral, defendeu uma “política de Coesão mais robusta, flexível, multinível, e simplificada, centrada na promoção da igualdade territorial e no combate às assimetrias regionais” durante o debate sobre o reforço das zonas rurais na União Europeia (UE) através da Política de Coesão, que teve lugar esta semana na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

Para Paulo do Nascimento Cabral, a visão é clara: “a União Europeia é muito mais do que as suas capitais. E é por não percebermos isto que estamos a perder muitos defensores do Projecto Europeu”, realçou, sublinhando a dimensão territorial e humana das áreas rurais na União Europeia, que “representam mais de 80% do seu território, e são a casa de cerca de 25% dos europeus e 33% dos portugueses”, e acrescentou que “a falta de condições leva muitos dos nossos jovens a migrarem para as grandes cidades, muitas vezes ficando nas suas periferias, sem cumprirem com os seus sonhos”, traduz uma mudança que fica aquém das expectativas, avança uma  nota de imprensa do gabinete do eurodeputado.

O parlamentar europeu do PSD reconheceu que “o despovoamento, o envelhecimento da população, a escassez de oportunidades económicas e sociais e rendimentos significativamente inferiores aos das zonas urbanas comprometem a coesão da União”.

Não obstante, além dos desafios que as áreas rurais enfrentam, destacou também o seu potencial no âmbito das prioridades para o futuro da UE, defendendo o seu reconhecimento “como o que de facto são: territórios estratégicos para a segurança alimentar e produção agrícola, transição energética, sustentabilidade ambiental e intervenientes centrais no futuro da União Europeia”.

Paulo do Nascimento Cabral defendeu também “que se cumpra o ‘direito a ficar’”, realçando que para isto “é fundamental termos as infra-estruturas e conectividade necessárias, as acessibilidades adequadas, no caso das Regiões Ultraperiféricas através de um POSEI-Transportes, e acesso, com dignidade, à educação e cuidados de saúde”.

Para finalizar, concluiu que, de facto, “a Política de Coesão é um instrumento essencial para responder aos desafios específicos destas regiões”, e agradeceu os esforços do Vice-Presidente Executivo e Comissário para a Coesão e Reformas, Raffaele Fitto, que também participou no debate, para salvar a política de coesão. “Não há coesão sem uma Europa integralmente desenvolvida e territorialmente justa”, reiterou.

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