A grande maioria dos europeus (85%), de acordo com o mais recente Eurobarómetro, considera as alterações climáticas um problema grave, percentagem que sobe para 90% entre os portugueses inquiridos. Oito em cada dez europeus (81%) apoiam o objectivo de alcançar a neutralidade climática até 2050 a nível da União Europeia (UE), com um apoio ainda mais expressivo em Portugal, onde 89% dos inquiridos se mostram também a favor.
Do ponto de vista económico, 86% dos portugueses concordam que o custo dos danos causados pelas alterações climáticas é muito superior ao investimento necessário para assegurar a transição para o impacto zero, valor acima da média europeia de 77%, refere um comunicado de imprensa da Comissão Europeia.
A grande maioria dos europeus considera que as alterações climáticas constituem um problema grave (85%), de acordo com um novo inquérito Eurobarómetro hoje publicado. Entre os inquiridos, 8 em cada 10 (81%) apoiam o objectivo à escala da UE de alcançar a neutralidade climática até 2050. Do ponto de vista económico, mais de três quartos (77%) dos europeus concordam que o custo dos danos causados pelas alterações climáticas é muito superior ao investimento necessário para uma transição de impacto zero.
A maioria dos europeus (85%) concorda que a luta contra as alterações climáticas deve ser uma prioridade para melhorar a saúde pública e a qualidade de vida. Do mesmo modo, 83% dos inquiridos concordam que uma melhor preparação para os impactos adversos das alterações climáticas melhorará a vida dos cidadãos da UE. Os cidadãos europeus também sentem o impacto das alterações climáticas na sua vida quotidiana. Em média, quase 4 em cada 10 europeus (38%) sentem-se pessoalmente expostos a riscos e ameaças ambientais e climáticos. Em oito Estados-membros, mais de metade dos inquiridos sente-se assim; principalmente no sul da Europa, mas também na Polónia e na Hungria.
Energias renováveis
Por outro lado, cerca de nove em cada dez europeus (88%) consideram importante que a UE tome medidas para aumentar as energias renováveis, e o mesmo número (88%) considera importante que a UE tome medidas para melhorar a eficiência energética, por exemplo, incentivando as pessoas a isolar a sua casa, instalar painéis solares ou comprar automóveis eléctricos.
Três quartos (75%) consideram que a redução das importações de combustíveis fósseis aumentará a segurança energética e beneficiará economicamente a UE. 77% dos europeus concordam que a acção em matéria de alterações climáticas promoverá a inovação. Mais de oito em cada dez europeus (84%) concordam que deve ser dado mais apoio às empresas europeias para competirem no mercado mundial das tecnologias limpas, demonstrando o apoio público ao Pacto da Indústria Limpa.
O Eurobarómetro Especial n.o 565 sobre as alterações climáticas (que pode ler aqui) inquiriu 26 319 cidadãos da UE de diferentes grupos sociais e demográficos nos 27 Estados-membros da UE. O inquérito foi realizado entre 18 de Fevereiro e 10 de Março de 2025. Todas as entrevistas foram realizadas presencialmente, seja fisicamente nas casas das pessoas ou através de interacção de vídeo remota.
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