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Estudo Novo Banco. Agricultura com peso do investimento no VAB superior à média

O investimento na Economia da Terra registou um crescimento médio anual (nominal) de 9,6% nos 5 anos até à pandemia, sendo o peso do investimento no valor acrescentado bruto (VAB) na agricultura é superior à média. A produção vegetal contribui com mais de 60% da produção do ramo agrícola, mas o elevado peso de consumos intermédios condiciona o valor acrescentado e rendimento líquido dos agricultores.

Estas são algumas das conclusões do estudo “A Economia da Terra em Portugal — Caracterização e Conjuntura – Junho 2022”, apresentado pelo novobanco na edição de 2022 da Feira Nacional de Agricultura (FNA 22), que decorre sob a temática ‘Inovação e Tecnologia’, de 4 a 12 de Junho.

Segundo o estudo realizado pelo departamento de research económico do novobanco, os sectores da Economia da Terra têm um peso de 6% no VAB das empresas, estando o peso do sector primário estabilizado em torno de 2% do produto interno bruto (PIB). Frutas, hortícolas e vinho destacam-se na produção agrícola.

Explica o departamento de research económico do novobanco que se consideram como parte da Economia da Terra as actividades ligadas à agricultura, à silvicultura e floresta, à indústria alimentar com base terrestre, à indústria de matérias-primas têxteis vegetais e animais e à indústria de madeira, cortiça e afins.

O VAB gerado pelas empresas no conjunto destes sectores representa 7% do VAB total das empresas, destacando-se a indústria agro-alimentar e a actividade agrícola e pecuária. Nos 5 anos anteriores à pandemia da Covid-19, este indicador registou um crescimento médio anual (nominal) de 6,4%.

Emprego

Diz ainda o estudo que o sector agrícola é caracterizado por cerca de 290 mil explorações agrícolas, com predominância de micro e pequenos produtores. A superfície agrícola utilizada e a dimensão média das explorações têm, contudo, vindo a aumentar (no segundo caso, de 12ha para 14ha nos últimos 10 anos).

O emprego representa 4% a 5% do emprego total na economia portuguesa, sendo a maioria do emprego pouco qualificado e a exibir uma tendência de envelhecimento. “Mas tem diminuído o peso da agricultura familiar e aumentado o peso das empresas e do número de trabalhadores assalariados”, com os responsáveis das empresas com qualificações mais elevadas e verificando-se um aumento da especialização produtiva.

Pode consultar o estudo completo aqui.

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