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Estaleiros Navais de Peniche perdem em Tribunal. Novo Ferryboat Eléctrico avança em Aveiro

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O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto (TAFP) decidiu levantar o efeito suspensivo automático originado pela acção judicial interposta pelos Estaleiros Navais de Peniche, o que permite o início da concepção e construção do novo Ferryboat Eléctrico em Aveiro, acto imediato à recepção do visto do Tribunal de Contas cujo processo se encontra em fase final.

A Juiz do TAFP responsável pelo processo considerou como válidos os argumentos da Câmara Municipal de Aveiro, que referiu os relevantes prejuízos para o interesse público decorrentes da manutenção do efeito suspensivo da construção, nomeadamente o facto de se tratar de uma via de comunicação muito importante para a população de São Jacinto, que com as possíveis avarias no Ferryboat que actualmente está em operação pelos seus 60 anos, coloca em risco cada vez mais elevado a permanência e a fiabilidade da travessia, assim como a segurança dos passageiros, tendo em linha de conta que para fazer a ligação ao restante Município por via terrestre, a população necessita de realizar um trajecto de 60 Km com uma duração muito superior à travessia de Ferry.

Contributo ambiental

Segundo a autarquia, na sua decisão a Juiz do TAFP considerou também como relevantes, o contributo ambiental positivo do novo Ferry Eléctrico e o limitado tempo de execução do co-financiamento do POSEUR (que assume um valor total de quase de 2,2 milhões de euros).

O projecto de execução e a construção de um novo Ferryboat Eléctrico foi adjudicado ao agrupamento de empresas constituído pela Navaltagus – Reparação e Construção Naval e NavalRocha – Sociedade de Construção e Reparação Navais, num investimento da Câmara Municipal de Aveiro de cerca de 6,4milhões de euros e um prazo de 18 meses para a sua concepção e construção.

O novo Ferryboat, a operar nas travessias entre o Forte da Barra e São Jacinto, “vai contribuir com zero emissões de CO2 para a atmosfera, acabando com a emissão de 300 toneladas de CO2 pelo actual Ferry, vai reduzir em cerca de 30% o consumo energético (face ao actual Ferryboat), vai ter níveis baixos de ruído e mais conforto para os passageiros, tendo mais capacidade de transporte de viaturas (30%) e mais capacidade de transporte de passageiros (90%), garante a autarquia de Aveiro.

Agricultura e Mar Actual

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