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Estação de Avisos Agrícolas de Leiria alerta para varas a usar na enxertia da vinha

A Estação de Avisos Agrícolas de Leiria, na sua Circular 02/2018, realça que na vinha, quer as varas, quer os porta enxertos ou enxertos prontos, devem estar isentos de doenças.

Adianta aquela entidade que estes materiais devem estar acompanhados de uma etiqueta oficial, passaporte fitossanitário, que garante o bom estado fitossanitário das plantas e pode ser de cor azul ou laranja.

Sendo obrigatória a sua aposição planta a planta, quando os materiais forem adquiridos em molhos, com um passaporte fitossanitário, as plantas não poderão ser vendidas individualmente.

No que diz respeito ao coberto vegetal, diz a Estação que este refere-se à zona da entrelinha e pode ser semeado ou natural. A sua manutenção protege o solo e o corte e incorporação enriquece o solo em nutrientes.

Combate às infestantes

Por sua vez, acrescenta que o combate às infestantes deve ser realizado durante o repouso vegetativo e é dirigido à zona da linha. Aconselha a Estação nesta altura à realização de um tratamento com um herbicida de acordo com o tipo de coberto vegetal que tem presente: infestantes mais ou menos desenvolvidas e idade da cultura.

Deve ter em consideração as recomendações do rótulo, respeitar as doses, as condições de aplicação, evitar dias de vento e utilizar bicos adequados.

Macieiras e pereiras

Mas, a Estação de Avisos Agrícolas de Leiria não se fica por aqui. Chama a atenção para formas hibernantes de insectos e ácaros nas macieiras e pereiras. Estão dentro deste grupo o aranhiço vermelho, os afídios, o pulgão lanígero e cochonilha S. josé.

“Se detectou a presença destas pragas nos seus pomares, está na altura de realizar tratamento às suas formas hibernantes por forma a cortar o ciclo de vida numa fase inicial”, refere a Circular.

O momento do inchamento dos gomos será o mais indicado, com um produto à base de óleo parafínico (ex-óleo de verão).

Este deve ser efectuado a alto volume e alta pressão, molhando bem as árvores, evitando dias de vento, a temperatura do ar deve situar-se entre os 5 e os 15ºC e não se aconselha a mistura de óleos com as seguintes substâncias activas: diatinão, captana, folpete, enxofre, tirame e zirame.

Cancro europeu (Nectria galligena)

Quanto ao Cancro europeu (Nectria galligena), nos pomares onde a doença esteve presente, aconselha-se tratamento com um produto à base de cobre, que deverá ser aplicado o mais próximo possível do abrolhamento. Nunca depois, devido à fitotoxicidade que o cobre exerce sobre o material verde.

No seguimento das recomendações dadas na circular de aviso anterior, este tratamento deve surgir depois de retirado todo o material doente proveniente da poda, minimizando a entrada deste agente que aproveita as feridas deixadas por aquela operação cultural como porta de entrada. Deve-se promover a drenagem dos solos sobretudo em zonas baixas e húmidas.

Olival

Já no que diz respeito ao olival, aquela Estação realça o olho de pavão gafa e a cercosporiose, explicando que as chuvas intensas que se têm feiro sentir são favoráveis à instalação destas doenças.

A prevenção passa pela aplicação de medidas culturais aconselhadas na primeira circular de aviso e que passa pela eliminação de ramos e se possível a remoção de frutos caídos, com sintomas.

O olho de pavão tem na Primavera um dos períodos de infecção e pode gerar desfoliações intensas que podem debilitar a árvore e comprometer a produção logo de início, sobretudo em olivais jovens. A Estação aconselha tratamento, que deve ser preventivo.

Tuberculose ou ronha

Quanto à tuberculose ou ronha do olival, aquela entidade diz para se aproveitar a poda para eliminar ramos infectados com cancros, galhas ou tumores que bloqueiam a circulação da seiva e conduzem a desfoliações e enfraquecimento da árvore.

“Raspe a zona doente até encontrar tecido são, pincelando de seguida com pasta cúprica. Pode as árvores doentes no fim e deixe-as assinaladas. Queime a lenha resultante e desinfecte os utensílios utilizados poda com lixívia a 5%”, explica a mesma circular.

Já sobre o caruncho, explica que, não existindo no mercado produtos fitofarmacêuticos homologados para este insecto, o seu combate passa pela implementação de medidas culturais.

Aconselha-se a deixar alguns iscos de lenha da poda para atrair estes insectos e aí realizarem as posturas e quando se observar a presença de serrim, queimar de imediato essa lenha, antes da saída do insecto adulto. Corta-se assim o ciclo de vida da praga.

A Circular tem ainda avisos sobre as culturas do pessegueiro e citrinos, que pode consultar aqui.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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