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Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho: ainda não é necessário tratar o míldio da videira

A Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho refere que a Vinha está em início de desenvolvimento por toda a Região, mas que “não é ainda necessário tratar” o míldio da videira (Plasmopara viticola).

Na sua Circular nº 04/2021, diz que “o estado de desenvolvimento da vinha no momento e as condições meteorológicas não são favoráveis ao míldio, bem como o fraco desenvolvimento das videiras, que na sua grande maioria, apresentam pâmpanos de comprimento inferior a 10 cm”.

Quanto à escoriose americana (Phomopsis viticola), na maioria das vinhas, será agora o momento para aplicar um tratamento, nas vinhas ou parcelas que apresentem sintomas da doença. No combate à escoriose americana em vinhas no modo de produção biológico, são autorizados produtos à base de cobre ou de enxofre.

E acrescenta que, “na maioria das vinhas, é agora o momento para aplicar um tratamento contra a escoriose europeia (BDA), nas vinhas ou parcelas que apresentem sintomas da doença.

Por outro lado, dizem aqueles técnicos que “a vinha ainda não está em estado de sensibilidade ao oídio (Erysiphe necator). Não trate, por enquanto”. E que ainda não há risco no caso da podridão cinzenta (Botrytis cinerea). “Não trate. Aguarde novas indicações”.

Podridão negra

Salienta ainda a Circular nº 04/2021 que a Vinha estará receptiva ao black rot (podridão negra) a partir da saída das primeiras folhas, mas apenas se vier um período de chuva. “Na previsão segura de um período de chuva, aplique um fungicida contra o black rot, mas apenas nas vinhas e locais onde em anos anteriores observou ataques significativos e com prejuízos na produção. Nas vinhas que, à altura deste tratamento, tiverem já pâmpanos com 10 cm ou mais, propomos a aplicação de um produto com acção simultânea anti- black rot e anti-míldio ou anti-black rot, anti-míldio e anti-oídio”.

Traça-da-uva

Já no que diz respeito à traça-da-uva (Lobesia botrana), refere aquela Estação de Avisos Agrícolas que “foi detectado o inicio (precoce) do voo da traça, em apenas 2 das armadilhas da nossa rede, (Braga, S. Tirso) colocadas na vinha no início de Março. Contudo, esta ocorrência não tem significado prático em termos de proteção da vinha, na fase de desenvolvimento em que se encontra. Como tal, ainda não está na altura de realizar qualquer tratamento contra a traça”.

“Deve colocar agora a armadilha para monitorização do voo da traça-da-uva. Observe 3 vezes por semana, em dias alternados; registe as capturas em cada observação; retire as borboletas capturadas, para não fazer confusão na contagem seguinte”, acrescenta a Estação informando que dará outras indicações sobre a utilização da armadilha nas próximas circulares.

Cigarrinha verde

Quanto à cigarrinha verde (Empoasca vitis), a Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho detectou já as primeiras capturas de adultos, em algumas das armadilhas que tem vindo a colocar para a monitorização desta praga.

“Estas capturas são apenas indicativas do início de actividade dos adultos. Ao longo do ano, daremos nota, nos Avisos, da evolução destas capturas e da avaliação que vamos fazendo por contagem das ninfas presentes nas vinhas”, acrescenta a Estação de Avisos.

A Circular nº 04/2021 alerta ainda para várias pragas nos pequenos frutos, fruteiras e planta ornamentais, a qual pode consultar aqui.

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