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Espanhóis querem azeite fora do polémico sistema de rotulagem. Mas Garzón diz que “Nutri-Score pode prevenir milhares de mortes por ano na Espanha”

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O ministro do Consumo de Espanha, Alberto Garzón, garantiu que o sistema Nutri-Score de Rotulagem Frontal (FOP) é ​​uma ferramenta válida para melhorar a qualidade nutricional do cesto de compras dos consumidores. E garante que a sua implementação pode reduzir em 3,4% a mortalidade por doenças causadas pela obesidade, como doenças cardíacas, diabetes ou certos tipos de cancro.

O “Nutri-Score pode prevenir milhares de mortes por ano na Espanha”, disse hoje, 16 de Junho, Alberto Garzón durante a sua participação no Congresso dos Deputados, onde mais uma vez defendeu aquele sistema de rotulagem alimentar. “Nenhum sistema existente no Mundo é perfeito, mas o Nutri- Score é aquele que gera o maior consenso”.

As declarações surgem depois de o mesmo Ministério do Consumo de Alberto Garzón, ter enviado um comunicado de imprensa, em Fevereiro deste ano, comunicar a sua intenção de retirar o azeite da lista de produtos que utilizam o sistema de rotulagem Nutriscore porque a classificação atribuída por este sistema “não reflecte os seus benefícios nutricionais”.

Actualmente, a rotulagem nutricional inicial é voluntária na Europa. Nenhum país pode, neste momento, obrigar os fabricantes a disponibilizarem esta informação nas suas embalagens, embora centenas de produtores já tenham começado a utilizá-la. Em qualquer caso, a intenção da Comissão Europeia é avançar no sentido de uma rotulagem comum e obrigatória em todo o território a partir do ano 2022.

Por outro lado, o responsável pela pasta do Consumo espanhol tem defendido o benefício que este sistema “vai gerar para as exportações espanholas de alimentos e bebidas”, uma vez que “um em cada três euros provém de países que já têm Nutri-Score implementado, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação.

Refrigerante zero açúcar mais saudável que o azeite

O Nutri-Score, rótulo que classifica os produtos alimentares mais e menos saudáveis, conferindo-lhes uma letra com um código, do verde escuro (A) ao vermelho escuro (E), está a gerar polémica entre os agricultores europeus. E porquê?

Perante tantas vozes contra este sistema de rotulagem, o agriculturaemar.com consultou o Open Food Facts, que reúne dados e informação sobre produtos alimentares de todo o Mundo, classificados pelo Nutri-score.

Resultado: há um azeite português classificado com a letra “D”, a menos saudável da escala, apesar de todos os outros estarem classificados com “C”, ainda assim, uma classificação inferior à de refrigerantes com zero açúcar que merece a letra “B”, ou à de uma embalagem de pudim de caramelo, com a letra “A”, a classificação mais saudável. Também a manteiga de amendoim é classificada com a letra “A”. Até a Fanta de uva está melhor colocada que o azeite, com a letra “B”.

Agricultura e Mar Actual

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