Início / Agricultura / Espanhóis têm 76% da amêndoa em Alqueva. Mas ainda é oportunidade de negócio

Espanhóis têm 76% da amêndoa em Alqueva. Mas ainda é oportunidade de negócio

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O investimento espanhol é o principal responsável pela área de amendoal em Alqueva. Os espanhóis detêm 76% dos 5.548 hectares de área cultivada com este fruto seco. Mas, diz a EDIA, pode ainda ser uma boa oportunidade de investimento.

“Este facto explica-se em parte pela ligação do investimento em amendoal ao investimento em olival super-intensivo, onde também o investimento espanhol é importante”, afirmam os responsáveis pelo Anuário Agrícola de Alqueva de 2017, já disponível online.

Investimento duplicou

O interesse dos agricultores e investidores mantém-se elevado relativamente à cultura da amêndoa. Talvez impulsionado pelo preço da matéria-prima nos mercados internacionais, verifica-se que em Alqueva a área quase que duplicou de 2016 para 2017, refere o Anuário, da responsabilidade da EDIA — Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva.

Segundo especialistas em frutos secos a região de Alqueva, com a garantia de água, ganha características óptimas para a produção de frutos secos.

Nos últimos anos com a grave seca que atinge o vale da Califórnia, um importante centro de produção mundial, a oferta de amêndoa no mercado mundial tem decrescido, ao mesmo tempo a procura nos mercados emergentes (países asiáticos) tem aumentado.

Boa oportunidade de negócio

“Investir no amendoal, pode ser uma boa oportunidade para os agricultores e investidores da região e uma óptima alternativa cultural, com um bom potencial agronómico e económico. Tendo em conta a informação técnico-económica existente, a área mínima para realizar esta cultura com sucesso são 30 hectares”, referem os técnicos da EDIA.

Os investimentos em estudo, são principalmente em áreas de amendoal em produção intensiva e super-intensivo. Pelas similitudes das operações agrícolas e pelo facto de se puderem utilizar as máquinas de colheita do olival super-intensivo, os proprietários/produtores do olival intensivo, “têm aqui uma óptima forma de diversificar os seus investimentos e de rentabilizar a maquinaria e mão-de-obra”, acrescenta o Anuário.

O Anuário

A elaboração deste documento, da responsabilidade da EDIA, resulta da recolha de informação sobre as culturas, junto de especialistas, de produtores da região, informação de documentos, artigos e outra bibliografia publicada e disponibilizada pelas várias entidades do sector.

Pode consultar o Anuário Agrícola de Alqueva aqui.

Agricultura e Mar Actual

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •   
  •  

Verifique também

Fenareg pede reforço do financiamento ao regadio no Plano de Recuperação e Resiliência

Partilhar            A Fenareg – Federação Nacional de Regantes de Portugal considera insuficiente a verba destinada à …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.