Diminuição da produção pode levar a aumento do preço do azeite em 2017

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, afirmou que a queda da produção de azeitona para azeite deverá ser compensada pela subida do preço deste, o que deverá acontecer ainda este ano.

“Infelizmente, o ano de 2016 foi, do ponto de vista climatérico, muito mau para a agricultura e provocou baixas de produção em vários sectores, designadamente no azeite”, disse o ministro, acrescentando que, “quando a produção cai, os preços tendem a subir”.

Na presente campanha (2016-2017), face à queda no volume de produção, em relação à campanha anterior, verificada em Espanha, Itália, Grécia e Tunísia, as cotações do azeite no mercado mundial encontram-se em fase altista.

Em Portugal, à semelhança do que se passa em Espanha, tanto a quantidade de azeitona laborada, como o rendimento da azeitona em azeite, são menores do que na campanha anterior, mas a qualidade do azeite extraído “é bastante boa”, afirmam os técnicos do SIMA – Sistema de Informação de Mercados Agrícolas.

Menos quantidade, preço mais alto

Capoulas Santos disse ainda que “o prejuízo que decorre da redução das quantidades produzidas é, pelo menos, parcialmente compensado pela subida dos preços” e “é isso que esperamos que possa acontecer este ano”.

Sobre a influência da queda da produção da azeitona nas exportações de azeite, o ministro referiu que “as grandes empresas exportadoras têm stocks, não creio que haja problemas no abastecimento dos mercados tradicionais portugueses”.

De acordo com as últimas previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE), a produção de azeitona para azeite deverá ter caído 30% no ano passado, para menos de 500 mil toneladas.

Isto deveu-se “às condições climatéricas adversas e à alternância anual de produção dos olivais tradicionais”, refere o INE, acrescentando – no entanto – que o azeite será “de boa qualidade”.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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