A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária emitiu a Autorização Excepcional de Emergência N.º 2025/09 para utilização de produtos fitofarmacêuticos no controlo de Scirtothrips aurantii, em plantas hospedeiras, no contexto de um plano de contingência. Esta Autorização, válida por 120 dias, poderá também ser utilizada no controlo do S. dorsalis.
Aquela Direcção-Geral realça a elevada nocividade desta praga para diferentes espécies vegetais susceptíveis incluindo culturas de elevado interesse económico: citrinos, pequenos frutos, espécies tropicais, videira entre outros.
A presença da espécie Scirtothrips aurantii foi oficialmente confirmada, pela primeira vez no território nacional, em Dezembro de 2022, no concelho de Tavira, na região do Algarve. Foi dada continuidade aos trabalhos de prospecção pelos serviços oficiais, sendo confirmada a presença da praga em 3 novos locais, perfazendo assim um total de 53 Zonas Demarcadas para Scirtothrips aurantii.
Por outro lado, em Setembro de 2024 foi detectada, pela primeira vez, a presença de Scirtothrips dorsalis, em seis locais da região algarvia, existindo 6 Zonas Demarcadas para esta praga, refere a DGAV na sua Autorização Excepcional de Emergência.
“Considerando que não existe, na actualidade, qualquer produto fitofarmacêutico autorizado, para o controlo de Scirtothrips aurantii, é importante dispor de meios de luta química de forma a controlar as populações deste inimigo visando a evitar a sua dispersão por todo o território nacional”, frisa a DGAV.
Pode ler a a Autorização Excepcional de Emergência N.º 2025/09 aqui.
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