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DGAV actualiza lista de variedades de batata resistentes à Globodera rostochiensis e pallida

A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária acaba de actualizar a lista respeitante às variedades de batata resistentes à Globodera rostochiensis e à Globodera pallida. A lista foi feita através da adaptação de informação fornecida pelas autoridades de diversos Estados-membros usando como critério de resistência as variedades que apresentaram níveis de resistência de 8, 9 ou HR.

A Globodera rostochiensis (Wollenweber, 1923) Behrens, 1975 e a Globodera pallida Stone, 1973, vulgarmente designados por nemátodos de quisto da batateira, são organismos nocivos de quarentena, descritos nas Directivas da União Europeia 2000/29/CE (Anexo 11/A2) de 8 de Maio de 2000 e 2009/7/CE de 16 de Fevereiro de 2010. Fazem igualmente parte da Lista A2 da OEPP.

Os nemátodos do quisto devem a sua designação ao facto do corpo da fêmea de ambas as espécies , após a sua morte, se transformar num invólucro de forma esférica, fortemente pigmentado. Este quisto que encerra os ovos e as larvas, desempenha uma função essencial na sobrevivência destes nemátodos.

A G. rostochiensis e a G. pallida são ambos originários da Cordilheira dos Andes, sul do Peru e têm uma distribuição mundial. O primeiro registo de ocorrência de G. rostochiensis na Europa foi noticiado na Alemanha nos finais de 1880 tendo-se posteriormente disseminado para outros países europeus produtores de batata. Stone descreveu uma segunda espécie de nemátodo do quisto que designou por G. pallida, em 1973.

O G. rostochiensis foi assinalado pela primeira vez em Portugal, em 1956, num campo de batata-semente próximo de Bragança. Encontra-se em todas as regiões produtoras de batata do País. A espécie G. pallida foi identificada pela primeira vez em Portugal em 1988.

Hospedeiros

A batateira é o principal hospedeiro do G. rostochiensis. Pode parasitar também outras solanáceas como o tomateiro, a beringela e as espontâneas doce-amarga (Solanum dulcamara L.), meimendro-negro (Hyoscyanum níger L.), erva-moira (Solanum nigrum L.), oca (Oxalis tuberosa ) e a figueira do inferno (Datura stramonium L.).
G. pallida tem como plantas hospedeiras as solanáceas em especial a batateira, o tomateiro e a beringela.

Pode encontrar mais informação no site do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (aqui).

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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