O Governo Regional dos Açores informa que, no âmbito dos controlos sanitários previstos no Programa Sanitário Apícola Regional, foi detectado um foco de Loque Americana na Ilha das Flores. As medidas de contenção estão já em curso. No seguimento da detecção, foram já destruídas 53 colónias de abelhas e três apiários, conforme estabelecido pelas normas sanitárias em vigor.
Esta doença bacteriana, altamente contagiosa entre colónias de abelhas, representa “uma grave ameaça à sanidade apícola, não existindo tratamento eficaz, sendo por isso obrigatória a destruição dos apiários infectados como medida de controlo e erradicação, explica uma nota de imprensa do Executivo açoriano.
“Graças à eficácia da vigilância implementada, o foco foi identificado precocemente, o que permitiu uma intervenção rápida e determinada, essencial para a contenção da propagação da doença”, realça.
Destaca a mesma nota o “importante papel dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores, quer na prevenção, através da implementação de medidas sanitárias e acções de sensibilização, quer no combate à doença, com apoio técnico e logístico no terreno. A este esforço juntou-se ainda a colaboração dos Serviços de Desenvolvimento Agrário do Pico e de São Miguel, que prestaram apoio especializado fundamental para a concretização das medidas de contenção e destruição”.
E releva também o “desempenho do Laboratório Regional de Veterinária, cuja actuação célere nas análises laboratoriais permitiu a rápida confirmação da presença da doença. Igualmente fundamental foi o envolvimento dos dois municípios da Ilha das Flores, que colaboraram activamente no processo de destruição das colónias e na operacionalização das medidas de resposta”.
As autoridades açorianas apelam a todos os apicultores da Região para que “reforcem a vigilância sanitária das suas colónias e comuniquem de imediato quaisquer suspeitas ou sinais da doença aos serviços oficiais competentes. A colaboração activa dos apicultores é essencial para a protecção do sector apícola regional e para garantir a sustentabilidade da actividade”.
E a Direcção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação reitera o seu “compromisso na monitorização constante da sanidade apícola e continuará a implementar todas as acções necessárias para proteger os apiários da Região”.
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