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Foto: SEAL

Descarga de sucatas no Porto de Lisboa. Os Verdes questionam Matos Fernandes sobre risco de radioactividade

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O Porto de Lisboa recebeu, no passado dia 6 de Maio, uma descarga de sucatas transportadas por um navio oriundo da Rússia. A descarga, no terminal portuário do Poço do Bispo, deixou uma nuvem de poeira a cobrir a zona ribeirinha e com “possível risco de radioactividade”, segundo o Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL). Entretanto, o Ministério do Ambiente e Acção Climática garantiu, à RTP, que o risco é reduzido.

Mas, é neste contexto que o Grupo Parlamentar de Os Verdes questiona o Governo. E entregou na Assembleia da República uma série de perguntas ao Ministério do Ambiente e Acção Climática, liderado por Pedro Matos Fernandes. Aqueles deputados querem saber se foi detectado algum material radioactivo decorrente dessa descarga de sucatas.

Por outro lado, perguntam a Matos Fernandes se dispõe de informações “sobre esta situação de descarga de sucatas no terminal portuário do Poço do Bispo” e “qual a razão para a descarga de sucatas ter ocorrido neste local e não no terminal portuário na Zona Industrial da Quimiparque, no Barreiro”.

Destino: Siderurgia Nacional

Explicam Os Verdes que, desde há muitos anos, os navios carregados de sucata com destino à Siderurgia Nacional, em Paio Pires, são descarregados no terminal portuário na Zona Industrial da Quimiparque, no Barreiro, concessionado à Atlanport.

A Atlanport, assim como as demais empresas de estiva do Porto de Lisboa, requisitava à AETPL – Associação Emprego de Trabalhos Portuários de Lisboa, “todos os estivadores de que necessitava diariamente para poder operar os navios. Sucede que a AETPL avançou com um requerimento para insolvência, tendo sido nomeado um administrador de insolvência que terá encerrado a empresa, despedido todos os seus quadros administrativos e ainda comunicado a intenção de despedir os seus 149 estivadores, o que, até ao momento, formalmente não fez”, acrescentam aqueles parlamentares.

Falta de estivadores

Desta forma, os estivadores da AETPL encontram-se impedidos de trabalhar devido ao “encerramento” da empresa, o que faz com que “a Atlanport não disponha de meios humanos para proceder à operação de carga ou descarga de qualquer navio”.

“Face a esta situação, houve necessidade de transportar as sucatas até ao local de destino e, se a descarga de sucatas já poderá levantar algumas reservas e preocupações num local alegadamente mais apropriado, essas reservas serão acrescidas se falarmos num local menos preparado para esse tipo de operações e sem ser operada por pessoal especializado”, realçam Os Verdes nas perguntas enviadas ao Governo.

Assim, aqueles deputados querem saber se o Governo confirma que, “devido ao facto de a Atlanport estar incapacitada de operar navios, estas operações não estão a ser realizadas por estivadores e que poderá haver a intenção de realizar tais descargas no terminal portuário do Poço do Bispo” e se estão, assim, previstas mais descargas de sucatas naquele terminal portuário.

Os Verdes perguntam ainda em que condições foi efectuado o transporte das sucatas de Lisboa para a Siderurgia Nacional, “considerando os riscos para o ambiente e para a saúde pública”.

Agricultura e Mar Actual

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