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Défice da balança comercial do agronegócio aumenta 11,66% em 2021

O défice da balança comercial dos produtos agrícolas e agroalimentares (excepto bebidas)” totalizou 3.845,9 milhões de euros em 2021, um agravamento de 401,6 milhões de euros face ao ano anterior, mais 11,66%, principalmente devido à evolução dos cereais (aumento do défice em 154,6 milhões de euros). Os dados são revelados nas “Estatísticas Agrícolas – 2021” do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A diminuição na produção (-8,1%) e nas exportações (-4,5%) e a manutenção nas importações, agravaram o grau de auto-aprovisionamento dos cereais (excepto arroz), que em 2021 foi 19,4%.

Os “Cereais” foram o grupo que mais contribuiu para esta evolução, aumentando o défice em 154,6 milhões de euros, o segundo maior défice (depois das “carnes e miudezas, comestíveis”) no conjunto dos “Produtos agrícolas e agroalimentares” (exceto bebidas).

No entanto, acrescenta o INE que o saldo da balança comercial das “Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres” aumentou 101,6 milhões de euros face a 2020, atingindo um excedente de 790,3 milhões de euros. O saldo da balança comercial dos “Produtos do sector florestal” alcançou os 2 744,2 milhões de euros em 2021, aumentando 364,7 milhões de euros comparativamente ao ano anterior.

Aprovisionamento

Quanto a balanços de aprovisionamento, dizem as “Estatísticas Agrícolas – 2021” que o mercado interno contribuiu com 81,6% da quantidade de carne necessária para satisfazer as necessidades nacionais de consumo (80,2% em 2020). A carne de animais de capoeira foi a mais consumida (43,5 kg/habitante, que compara com 44,3 kg/habitante em 2020), seguida da carne de suíno (42,1 kg/habitante vs 41,1 kg/habitante em 2020).

O grau de auto-aprovisionamento do leite para consumo público manteve-se excedentário e até aumentou em 2021, atingindo 110,5% (106,7% em 2020). Este resultado deveu-se ao facto do decréscimo no consumo (-8,2%) ter superado a diminuição da produção (-6,1%).

Por outro lado, o grau de auto-aprovisionamento dos cereais (excepto arroz) ficou-se pelos 19,4%, reflectindo os decréscimos verificados na produção de grão (-8,1%) e nas exportações (-4,5%), uma vez que as importações mantiveram-se ao mesmo nível da campanha anterior.

A quantidade total de frutos disponível para consumo humano diminuiu 0,2% em 2020/2021 equivalendo a um consumo per capita de 148,8 kg de frutos por habitante (149,2 kg na campanha 2019/2020). O grau de auto-aprovisionamento fixou-se nos 70,1%, 29,9 p.p. abaixo da auto-suficiência.

Já o consumo humano de azeite foi de 58 mil toneladas em 2020 (70 mil toneladas em 2019), equivalente a um consumo per capita de 5,6 kg por habitante (6,8 kg em 2019).

Na campanha 2020/2021, o grau de auto-aprovisionamento do vinho registou um decréscimo de 19,6 p.p. fixando-se em 113,0% (132,6% na campanha anterior). Para este resultado contribuiu o decréscimo de 1,7% na produção vinícola e o aumento do consumo humano em 22,6%.

Pode ler as “Estatísticas Agrícolas – 2021” aqui.

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