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Covid-19 leva a um crescimento de 19,8% no abate de bovinos. O maior da última década

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A pandemia do Covid-19, com o decreto do Estado de Emergência e das medidas de confinamento, na segunda quinzena de Março, levou à ocorrência de um forte aumento da procura de carne por parte dos consumidores.

Explica o Instituto Nacional de Estatística (INE), no seu Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Maio de 2020, que, relativamente ao abate de gado (+11,4% no volume total), “foi notório este impacto, sobretudo no caso dos bovinos e suínos”.

A variação homóloga do volume de abate dos bovinos (+19,8%) é a maior da última década. Nos suínos houve um aumento mais expressivo do volume de abate (+9,3%) comparativamente ao registado no número de cabeças (+1,6%).

Redução expressiva do abate de leitões

“Esta situação ficou a dever-se ao abate de animais mais pesados (aumento do abate das categorias porcos de engorda e reprodutores), associado a uma redução expressiva do abate de leitões. As restrições impostas pela crise pandémica no sector da restauração tiveram um efeito quase imediato, registando-se uma quebra do mercado dos leitões para assar, destinados quase exclusivamente à restauração e a grandes eventos”, realça o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Maio de 2020.

Acrescentam os técnicos do INE que no mês de Março de 2020 verificou-se uma acentuada diminuição do número de leitões abatidos face ao verificado nos dois meses anteriores, tendo a taxa de variação homóloga em Março de 2020 sido de -28,2%, face a +8,3%, valor da taxa em termos médios no período Janeiro-Fevereiro 2020.

Contrariamente, para os suínos de engorda houve um incremento de 9,7% face ao decréscimo verificado nos dois meses anteriores (-3,4% em termos médios no período Janeiro-Fevereiro).

Destaque ainda para o abate de reprodutores de refugo, que apresentaram uma subida em Março (+64,9%) após um acréscimo de +35,0% no período Janeiro-Fevereiro.

Aves e coelhos

No caso das aves e coelhos, registou-se igualmente um maior volume de abate total (+7,2%) devido ao acréscimo registado para as principais espécies de aves (frango e peru), mas também pato e codorniz.

Houve um aumento do número de frangos abatidos face ao verificado nos dois meses anteriores (+4,5% em Março de 2020, face a +3,5% em termos médios no período Janeiro-Fevereiro 2020), bem como de perus, em que o incremento foi de 7,5% face a +0,9% verificado nos dois meses anteriores. Os patos, apresentaram uma subida em Março (+2,6%), após o decréscimo de 3,3% registado no período Janeiro-Fevereiro.

Aves e ovos

A produção de ovos para consumo registou igualmente um crescimento expressivo (+14,3%), a maior variação homóloga dos últimos 20 anos.

Agricultura e Mar Actual

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