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Conservas e bebidas são oportunidades de exportação para São Tomé e Príncipe

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Quer exportar produtos alimentares para São Tomé e Príncipe? Os analistas da Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal prepararam o documento “São Tomé e Príncipe – Alimentação e Bebidas – Breve Apontamento” e dizem prevêem uma “perspectiva positiva para uma gama alargada de conservas, cereais e seus preparados e bebidas, entre outros produtos”.

O documento caracteriza as importações de produtos alimentares, e dos seus principais intervenientes, bem como das questões regulamentares a ter em conta nas operações de exportação para aquele país lusófono.

Segundo o documento, para as empresas portuguesas interessadas em exportar ou reforçar a exportação de alimentos e bebidas para São Tomé e Príncipe, “as oportunidades estão, nomeadamente, no fornecimento de produtos secos, que não exigem um transporte em frio”.

Em termos económicos, historicamente, o sector agrícola é o que mais se destaca em São Tomé e Príncipe, com as exportações de cacau, café e óleo de palma a crescerem nos últimos anos. No entanto, nunca foram suficientes para compensar as importações. Em 2014, este sector foi responsável por quase 10% do PIB são-tomense, segundo o Relatório das Contas Nacionais de 2014 (dados preliminares).

De acordo com a mesma fonte, o comércio teve uma participação no PIB de quase 30%, em grande medida impulsionado pela actividade turística, que está em expansão. Os direitos de importação representaram 17% do PIB em 2014.

Acordos com países próximos

São Tomé e Príncipe tem formalizado diversos acordos com países e entidades com os quais mantém relações próximas, com o propósito de fomentar o investimento. A título de exemplo: Portugal, França, China, Taiwan e com o Banco Europeu de Investimento.

No que se refere à produção agrícola, o EIU prevê um crescimento em ritmo moderado, impulsionado pelas novas plantações de cacau e óleo de palma, bem como esforços para aumentar a produtividade em projectos agrícolas comerciais existentes.

Os principais fornecedores de bens a São Tomé e Príncipe são Portugal e Angola que, juntos, respondem por quase 80% do mercado. Nas posições seguintes, mas com menos destaque enquanto fornecedores, a China, o Japão e Espanha.

Importações santomenses

No contexto das importações agro-alimentares são-tomenses, há produtos que se destacam pela sua importância relativa, nomeadamente, as bebidas, os cereais, os produtos de moagem, a carne, os lacticínios e as gorduras animais ou vegetais.

Em 2014, as importações em agro-alimentares ascenderam a 41,2 milhões de euros mas, segundo o ITC, em 2015, o valor não ultrapassou 39,6 milhões de euros. Dos principais produtos importados, destacam-se:

  • Bebidas – As compras ao exterior tem crescido a uma taxa média anual de 4,1%, entre 2011 e 2015. No último ano foram importados quase 9M€, 94% dos quais com origem em Portugal. Vinho, refrigerantes e cerveja são as bebidas mais importadas;
  • Cereais – Com um ritmo médio de crescimento anual de 8,1%, as importações ascenderam a 5,9M€ em 2015. O Japão e Portugal ocupam as primeiras posições como fornecedores. O arroz é o produto preponderante (cerca de 5,8M€);
  • Produtos de moagem – As importações têm baixado em média 0,8% nos últimos cinco anos. Em 2015 foram comprados a Portugal e à Bélgica, mais de 4M€. As farinhas de trigo são o grupo mais significativo;
  • Gorduras animais ou vegetais – Os países que fornecem estes produtos são, principalmente, Portugal e a Indonésia. Nos cinco anos em análise, as importações são-tomenses cresceram, em média 8,2%, atingindo 3,6M€ em 2015. O óleo de soja é o mais procurado;
  • Carnes e miudezas – As compras externas destes produtos foram das que mais cresceram entre 2011 e 2015, cerca de 20% por ano. Em 2015, São Tomé e Príncipe importou 3,3M€, sobretudo de Portugal, Holanda e Espanha. A carne de aves respondeu por 3M€;
  • Leite, lacticínios, ovos e mel – As importações têm aumentado a um ritmo de 9,9% ao ano, alcançando 2,3M€ em 2015. Os principais fornecedores são Portugal e França. O leite e nata concentrados é o grupo responsável pela maior parte das compras.
  • Preparações de cereais – As importações têm crescido, em média, 15,4% por ano, entre 2011 e 2015. No último ano foram comprados 2,2M€, principalmente a Portugal e à Índia. As massas são o alimento mais importado;
  • Produtos hortícolas – Em 2015, São Tomé e Príncipe comprou 1,7M€ a Portugal e à Holanda em produtos hortícolas. As importações têm crescido, em média, 5,1% por ano. Os legumes de vagem são os produtos mais significativos (1M€);
  • Açúcar e suas preparações – As importações fixaram-se em 1,6M€ em 2015, depois de cinco anos a baixar, em média, 2,3% ao ano. Os principais fornecedores são Portugal e Bélgica. O açúcar de cana é responsável pela quase totalidade das compras;
  • Preparações de alimentos (hortícolas, de carnes, de peixes e diversas) – As importações atingiram 3,8M€ em 2015 (24% do total foram enchidos de carne). Em média, o ritmo de crescimento anual foi de 13,5%. Os principais fornecedores são Portugal e o Brasil.

Entre os principais fornecedores portugueses encontram-se já a Adega Cooperativa da Vermelha (vinhos de mesa), Azeol (Azeite), Central de Cervejas (cerveja e água), Cerealis (massas e outros cereais), Carvalhelhos (água), Mimosa
(leite), Ferreira Malaquias (vinhos de mesa), Marca Dia (óleo, água, massa e enlatados), Novarroz (arroz), Recheio – Amanhecer e Pingo Doce (arroz, azeite, carnes transformadas, conservas, feijão, iogurtes, queijo, massa, sumo s/gás e refeições preparadas), Sovena (azeite e óleo), Sumol+Compal (sumos c/gás, sumos s/gás), e Unicer (cerveja, sumos c/gás, água).

Pode consultar o documento na íntegra aqui.

Agricultura e Mar Actual

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