Início / Agricultura / Conheça alguns dos cuidados na plantação e formação de vinhas novas

Conheça alguns dos cuidados na plantação e formação de vinhas novas

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Artigo de opinião de Rosa Moreira, Eng.ª Agrónoma, promotora do site A Cientista Agrícola

Artigo adaptado da Circular nº 20 de 2020, da Estação de Avisos de Entre Douro e Minho.

Esta circular, bem como edições anteriores, pode também ser consultada e descarregada em

1 – http://portal.drapnorte.gov.pt/servico/fitossanidade/avisos-agricolas

2 –  http://snaa.dgav.pt/

Na instalação de uma vinha nova, devem ser tomadas todas as medidas conhecidas possíveis, para que esta se desenvolva nas melhores condições.

Videiras saudáveis, bem enraizadas, correctamente nutridas, podem resistir melhor e por mais tempo às diversas doenças que as atingem.

– Parcelas de vinha expostas a sul, localizadas na meia encosta, com baixa concentração de humidade, permitem um bom desenvolvimento das videiras e melhor prevenção das doenças do lenho como a esca.
A plantação deve ser feita no Outono-Inverno, na fase de dormência das videiras.

Desaconselha-se a plantação tardia, em plena Primavera e por vezes em pleno Verão, como é frequente. Esta prática tem levado a perdas elevadas de plantas, que morrem após a plantação, por não conseguirem sobreviver ao calor crescente dessas épocas do ano. Mesmo sendo regadas, não tiveram tempo de enraizar e de se desenvolver e adaptar às condições do terreno e do clima local.
Excepcionalmente, poderão plantar-se videiras na Primavera-Verão, mas apenas utilizando plantas envasadas.

-Escolher cuidadosamente as videiras a plantar, material certificado, sem necroses nos troncos, com raízes bem desenvolvidas.
– Fazer uma boa preparação do solo, assegurar uma drenagem adequada, prevenindo o alagamento, melhorar a estrutura do solo, incorporando matéria orgânica e aumentando a disponibilidade de fósforo e potássio.
Na preparação do terreno, remover o mais possível lenhas e raízes de videiras ou de árvores e arbustos que aí existiam. Não enterrar raízes, troncos ou matos verdes ou mal curtidos no solo da futura vinha, nem nas imediações, para reduzir as hipóteses de infecção por Armillaria e de colonização pela formiga-branca.
As plantas devem ser colocadas na cova de plantação com as raízes bem espalhadas, para se desenvolverem plenamente.
Evitar compactar o solo com a utilização de maquinaria pesada na plantação.
-Aplicar na cova, antes da plantação, produtos à base de Trichoderma asperellum + Trichoderma gamsii (DONJON), para prevenir e minimizar o desenvolvimento de podridão agárica (Armillaria mellea). A aplicação destes produtos deve ser feita, seguindo rigorosamente as instruções dos fabricantes (rótulo, ficha técnica).

Justifica-se, sobretudo, quando há já no terreno indícios da presença do fungo (Armillaria). Este produto é também utilizado na prevenção da doença de Petri.

Durante a poda (logo após), deve aplicar, pelo menos nos cortes maiores, uma calda à base de antagonistas (Trichoderma) dos fungos que causam as doenças do lenho (VINTEC, ESQUIVE WP, DONJON).
Na condução das novas vinhas, devem preferir-se sistemas de poda mais longa, que
expõem menos as videiras às doenças do lenho.
Muito importante é conduzir a nova videira na vertical, usando um tutor. Troncos na vertical ficam mais protegidos de ferimentos pela passagem das máquinas.
Podar de acordo com o desenvolvimento das videiras (nem muito cedo, nem demasiado tarde no ano). Não fazer cortes rasos, para evitar a formação de cones de madeira seca no tronco principal e ramos, que permitem a entrada de fungos do lenho
e dificultam a circulação da seiva. Não deixar cargas exageradas nas vinhas jovens, de modo a não esgotar demasiado cedo o seu potencial produtivo.
Instalar enrelvamento melhora a estrutura do solo e equilibra a disponibilidade de nutrientes para a cultura.
Evitar excesso de vigor das plantas nos primeiros cinco anos, ajudando-as a desenvolverem uma raiz forte e profunda e o correspondente sistema vascular.
Excesso de vigor, excesso de azoto, porta-enxertos vigorosos e mobilização contínua do solo aumentam o risco de aparecimento de doenças do lenho.
-Prevenir o stress hídrico, com rega equilibrada, nem demais nem de menos, de acordo
com as disponibilidades de água. Regar de dia ajuda a prevenir a ocorrência de doenças do lenho.

Agricultura e Mar Actual

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •   
  •   
  •   
  •   
  •  

Verifique também

PSD pede à ministra da Agricultura que esclareça atribuição de terrenos agrícolas em Idanha-a-Nova

Partilhar              O Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (PSD) quer saber o que se passou com …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.