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Confirmados 4 focos de gripe aviária em Portugal: Palmela, Óbidos, Vila Nova da Barquinha e Santiago do Cacém

A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária informa que desde o dia 1 de Dezembro de 2021 têm sido confirmados pelo INIAV — Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (laboratório nacional de referência para as doenças dos animais), vários focos de infecção por vírus da gripe aviária de alta patogenicidade do subtipo H5N1 em aves domésticas.

Ao todo foram já identificados quatro focos nos concelhos de Palmela, Óbidos, Vila Nova da Barquinha e Santiago do Cacém.

“Na sequência destes eventos, o plano de contingência para a gripe aviária foi activado de imediato e as medidas de controlo previstas na legislação em vigor foram executadas no terreno pela DGAV”, garante aquela Direcção.

Estas medidas, que incluem a inspecção aos locais onde foi detectada a doença e o estabelecimento de zonas de restrição sanitária no raio de 3 km (zona de protecção) e 10 km (zona de vigilância) em redor de cada foco. Foi igualmente intensificada a vigilância da doença nestas zonas de protecção e vigilância.

Doença infecciosa viral das aves

As medidas de controlo de doença aplicadas nas zonas sujeitas a restrição sanitária foram determinadas pelo Edital n.º 4 da Gripe Aviária, assinado pela Directora-Geral de Alimentação e Veterinária, Susana Guedes Pombo, o qual refere que “a gripe aviária é uma doença infecciosa viral das aves que atinge aves selvagens, aves de capoeira e outras aves mantidas em cativeiro”.

E acrescenta que as infecções por vírus da gripe aviária “apresentam-se em duas formas, os vírus de baixa patogenicidade provocam apenas sinais ligeiros de doença, enquanto os vírus de alta patogenicidade provocam mortalidade muito elevada, especialmente nas aves de capoeira, com um impacto importante na saúde das aves domésticas e selvagens bem como na produção avícola, uma vez que constitui motivo de suspensão da comercialização de aves vivas e seus produtos nas zonas afectadas”.

A 1 de Dezembro de 2021 foi confirmado um foco de infecção por vírus da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) do subtipo H5N1 em aves domésticas de detenção caseira no concelho de Palmela. A 23 de Dezembro de 2021 foi confirmado um segundo foco de infecção por vírus da GAAP do mesmo subtipo H5N1 em perus numa exploração comercial situada em Santa Maria São Pedro e Sobral da Lagoa, Óbidos.

Já a 30 de Dezembro de 2021, identificou-se um terceiro foco em exploração de perus em Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, relacionado com o segundo foco. A 3 de Janeiro foi confirmada de novo a infecção por vírus da GAAP do subtipo H5N1 em aves domésticas de detenção caseira na freguesia de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra, concelho de Santiago do Cacém.

Na sequência destes focos de infecção foram estabelecidas as respectivas zonas de restrição sanitária: uma zona de protecção e uma zona de vigilância, abrangendo respectivamente, raios de 3 e 10 km em volta de cada local afectado, refere ainda o Edital n.º 4 da Gripe Aviária.

Pode ler também:

Como prevenir a gripe das aves na sua capoeira? DGAV explica

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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