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Como prevenir a praga Conotrachelus nenuphar? Conheça o Plano de Contingência da DGAV

A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária publicou online o Plano de Contingência referente à praga prioritária Conotrachelus nenuphar (Herbst).

Explica o documento da DGAV que esta praga é nativa da América do Norte, sendo actualmente encontrada no Leste dos Estados Unidos da América e no Canadá. Trata-se de um curculionídeo oligófago que se alimenta dum número restrito de espécies, sobretudo de Rosaceae, com destaque para os frutos de caroço do género Prunus e de Pomóideas, sendo capaz de causar elevados prejuízos em ameixa, damasco, pêssego, cereja, maçã e pêra, podendo também afectar frutos de baga, como sendo groselhas, mirtilos, assim como Crataegus.

“O seu impacto sobretudo em pomares, é inaceitável a nível económico, ambiental ou social, pelo que a sua introdução e disseminação é proibida”, realça a DGAV.

Normalmente é uma praga univoltina (tem uma geração por ano), podendo, no entanto, em condições de temperaturas amenas, humidade adequada e presença de hospedeiros, ter duas a três gerações por ano. Estes insectos têm metamorfose completa, isto é, passam pelas fases de desenvolvimento de ovo, larva, pupa e adulto.

Os danos causados por esta praga manifestam-se pela alimentação dos adultos em ramos jovens, folhas, gomos, inflorescências, mas os danos mais graves são causados pela postura das fêmeas na superfície do fruto, formando uma ferida em forma de lua crescente, e pela alimentação das larvas no fruto.

Isto, adianta a DGAV, conduz à queda prematura dos frutos antes mesmo de amadurecerem, prejudica a sua aparência, pelos orifícios de saída das larvas, e porque a fruta infestada cresce de forma irregular, com tamanho reduzido, ou deformado, tendo como consequência elevadas perdas na produção e a redução da comercialização do fruto que não cai.

Tendo em conta que as espécies cultivadas dos géneros Prunus, Malus e Pyrus são amplamente utilizadas na fruticultura em toda a região da OEPP (Organização Europeia e Mediterrânica de Protecção das Plantas), em particular nos países do Sul, e uma vez que aí não existem limitações associadas ao clima, frisa aquela Direcção que “isso faz com que Portugal seja um dos possíveis países onde esta praga se pode instalar e disseminar”.

“Embora a zona de origem seja muito restrita, e não existam dados internacionais sobre a sua disseminação, sabe-se, no entanto, que existem vias de entrada possíveis, e que o seu estabelecimento poderá ter um impacto económico muito grande na fruticultura nacional”, acrescenta.

Assim, com o intuito de detectar precocemente uma eventual introdução/dispersão desta praga prioritária em Portugal, deu-se início, em 2020, ao programa de prospecção oficial anual, em locais onde se considerou haver maior risco de introdução da praga.

Este Plano de Contenção visa preparar todos os intervenientes relevantes para a eventualidade de uma introdução da praga Conotrachelus nenuphar (Herbst) no território Nacional definindo as acções e estabelecendo as medidas fitossanitárias necessárias para a sua erradicação, no caso de ser detectado um surto.

 

Pode ler o Plano de Contingência referente à praga prioritária Conotrachelus nenuphar (Herbst) aqui.

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