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Comissão Europeia ainda à procura de solução para o glifosato. Renovação ou não?

A Comissão Europeia está ainda à procura de uma “solução” para a renovação da autorização do glifosato, que termina no final de 2017. Bruxelas tem proposto uma autorização por mais dez anos, mas tem tido a oposição de estados como a França, e assegurou que esta não será renovada “sem o apoio necessário dos países”. O acordo tem de ser conseguido este Outono.

Para já há uma verdadeira divisão entre países. Holanda, Dinamarca, Espanha e Hungria apoiam a proposta da Comissão. Mas não chegam.  “A Comissão está a trabalhar com os Estados-membros para encontrar uma solução que tenha o maior apoio possível, garantir um alto nível de protecção da saúde humana e do meio ambiente, de acordo com a legislação europeia e com base nos dados científicos disponíveis”, afirmou porta-voz europeia para a Saúde e Segurança Alimentar, a romena Anca Paduraru, segundo avança a agência EFE.

Em 20 de Julho, a Comissão começou a discutir com os Estados-membros a renovação daquele herbicida, o mais utilizado. Mundo. A licença actual, renovada por dezoito meses em Julho de 2016, expira em 31 de Dezembro.

Uma vez que a substância é autorizada a nível europeu, os países podem decidir por sua iniciativa. No entanto, sem autorização a nível europeu, os governos não podem permitir que os fitossanitários com glifosato sejam comercializados no país e terão de os retirados do mercado.

França sempre contra

Mas, o governo francês já fez saber que não espera, nem quer estar dependente, de qualquer decisão da UE. Foi isso mesmo que afirmou o porta-voz governamental, Christophe Castaner. O glifosato será proibido até 2022.

As organizações agrícolas estão contra e dizem que a França não pode ficar à margem das decisões comunitárias.

A presidente da FNSEA – Fédération Nationale des Syndicats d’Exploitants Agricoles, Chistiane Lambert, considera que a França não pode actuar de forma independente do resto da União Europeia e que não se pode proibir “de forma drástica” antes de se investir em investigação que permita alternativas.

No passado dia 22 de Setembro, cerca de 200 agricultores manifestaram-se nos Campos Elíseos, em Paris, contra a posição favorável do governo à proibição do glifosato.

Nos últimos 30 anos, o glifosato tornou-se o herbicida mais importante na agricultura mundial. Para os agricultores, os herbicidas à base de glifosato oferecem um controle das plantas daninhas de forma simples, flexível e com boa relação custo-benefício.

O glifosato, ou N-(fosfonometil) glicina, é um dos herbicidas de amplo espectro mais utilizados do Mundo e é responsável por cerca de 25% do mercado global de herbicidas.

Ver também:

 França não espera pela UE. Glifosato na agricultura é proibido até 2022

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