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Comércio, reparação automóvel, transportes e armazenagem são os que mais investem em 2015

O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) esperado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para 2015 é de 2,5%. Os resultados apontam para que sete das treze secções apresentem taxas de variação positivas da FBCF empresarial.

As secções em que se perspectivam os contributos positivos mais expressivos são as de comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos (contributo de 2,6 p.p. e variação de 17,2%) e de transportes e armazenagem (contributo de 1,6 p.p. e variação de 21,0%), de acordo com as intenções manifestadas pelas empresas no “Inquérito de Conjuntura ao Investimento de Abril de 2015″, realizado entre 1 de Abril e 1 de Julho de 2015.

Pelo contrário, a secção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio regista o contributo negativo mais elevado para a variação do investimento (-2,0 p.p. e variação de -15,0%).

Em 2014, o crescimento da FBCF empresarial em 5,4% deveu-se ao contributo positivo de seis das treze secções de actividade económica inquiridas, diz o INE. Devido ao peso significativo na estrutura global do investimento, as secções actividades de informação e de comunicação e de actividades administrativas e dos serviços de apoio registaram os contributos positivos mais significativos (2,9 p.p. e 1,6 p.p., respectivamente), resultante de taxas de variação de 26,0% e 23,9% (pela mesma ordem). Por sua vez, a secção de actividades imobiliárias apresentou a redução mais acentuada do investimento (-33,5%).

“A desaceleração da FBCF empresarial entre 2014 e 2015 resultou dos contributos negativos das secções de actividades de informação e de comunicação (-3,4 p.p.), de electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio (-2,9 p.p.) e de actividades administrativas e dos serviços de apoio (-2,1 p.p.).

Indústria transformadora em queda
Os resultados do actual inquérito apontam para um decréscimo de 1,9% em 2014 do investimento na secção de indústrias transformadoras, registando-se taxas de variação negativas em dez das catorze subsecções. As subsecções de fabricação de têxteis, do vestuário, do couro e dos produtos de couro, de fabricação de outros produtos minerais não metálicos e de indústrias metalúrgicas de base; fabricação de produtos metálicos registaram os contributos negativos mais expressivos (-1,4 p.p., -1,3 p.p. e -1,1 p.p., respectivamente), com taxas de variação de -9,8%, -18,2% e -9,8%, respectivamente.

Por sua vez, a subsecção de fabricação de veículos automóveis e de outro equipamento de transporte apresentou o aumento mais significativo do investimento (30,1%) e o contributo positivo mais expressivo (2,2 p.p.) para a variação do investimento desta secção.

Comparativamente com os resultados apurados no inquérito anterior, a taxa de variação do investimento empresarial em 2014 para a secção de Indústrias Transformadoras foi revista em alta 5,7 p.p..

Para 2015, a estimativa da taxa de variação do investimento para a secção de indústrias transformadoras situa-se em -1,4%, perspectivando o INE decréscimos do investimento em seis das catorze subsecções, destacando-se as subsecções de fabricação de artigos de borracha, de matérias plásticas e da fabricação de têxteis, do vestuário, do couro e dos produtos de couro, com contributos negativos de 1,5 p.p., traduzindo taxas de variação de -18,7% e -11,5%, respectivamente.

De 2014 para 2015, os resultados apurados apontam para uma redução menos significativa do investimento (de 0,5 p.p.) para o total da secção de indústrias transformadoras, sendo de destacar para esta evolução os contributos das subsecções de fabrico de outros produtos minerais não metálicos (1,8 p.p.), de fabricação de coque, de produtos petrolíferos refinados e de aglomerados de combustíveis (0,9 p.p.) e de fabricação de equipamento eléctrico (0,9 p.p.).

Agricultura e Mar Actual

 

 
       
   
 

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