O Grupo Parlamentar do Chega recomenda ao Governo que “reforce de forma significativa a aposta estratégica no combate à vespa-do-galho-do-castanheiro, através do alargamento e financiamento sustentado de programas de controlo biológico, nomeadamente mediante a multiplicação e disseminação planeada do parasitóide Torymus sinensis”. E que desenvolva “linhas específicas de apoio financeiro dirigidas aos agricultores directamente afectados, com critérios de elegibilidade claros, processos de candidatura simplificados e prazos de execução céleres, que garantam uma resposta eficaz às quebras de produção e aos prejuízos estruturais verificados nas explorações”.
Os deputados do Chega, no seu Projecto de Resolução 172/XVII/1, entregue na Assembleia da República, defendem ainda a integração destas medidas “numa abordagem de gestão fitossanitária de longo prazo, articulada entre organismos públicos, associações de produtores e autarquias, com o objectivo de mitigar os efeitos da praga, preservar a viabilidade económica da castanicultura e assegurar a resiliência das comunidades rurais que dele dependem”.
Segundo aquele Projecto de Resolução, “a Dryocosmus kuriphilus, vulgarmente designada como vespa-do-galho-do-castanheiro, constitui uma das mais agressivas e devastadoras pragas exóticas invasoras que afectam o género Castanea. Este insecto, originário da Ásia, induz a formação anómala de galhas nos tecidos meristemáticos dos castanheiros, comprometendo severamente o desenvolvimento vegetativo das árvores. As galhas, ao interferirem com a translocação de nutrientes e o crescimento apical, reduzem drasticamente a floração e, consequentemente, a frutificação, traduzindo-se em quebras significativas na produtividade agrícola e na viabilidade económica das explorações centradas na cultura da castanha”.
Em território português, realça o mesmo documento, “o impacto fitossanitário da vespa tem-se feito sentir de forma particularmente acentuada nas regiões do Norte e Centro, como Trás-os-Montes e as Beiras, zonas de elevado valor económico e cultural no que diz respeito à produção de castanha. A propagação da praga tem vindo a comprometer a sustentabilidade dos soutos, colocando em risco práticas agrícolas seculares e fontes primárias de rendimento local”.
E acrescenta: “a resposta institucional incluiu a introdução do parasitoide Torymus sinensis, no âmbito de uma estratégia de controlo biológico, além de campanhas de monitorização promovidas por entidades como o INIAV e a DGAV. No entanto, a amplitude da infestação e os constrangimentos operacionais persistem como desafios estruturais para o sector.
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