Chega alerta Governo para aumento da circulação de mel fraudulento em Portugal

O Grupo Parlamentar do Chega alerta que a “entrada de mel adulterado em Portugal tem um grande impacto na vida dos nossos apicultores, devido à diferença de preços praticados. O mel importado entra no nosso País a um euro e cinquenta cêntimos, mas o mel português tem de ser comercializado a pelo menos quatro euros e meio, para que os produtores não tenham prejuízo”.

“O mercado está saturado destes méis, que são de baixa qualidade e de baixo preço, não havendo espaço para o mel produzido pelos apicultores nacionais”, dizem os deputados do Chega. Por isso, entregaram na Assembleia da República duas perguntas ao ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

Querem saber “que dados concretos tem o Governo sobre a comercialização e circulação de mel fraudulento em Portugal” e que “medidas estão a ser tomadas em defesa da apicultura e do mel nacional e que permitam aos consumidores aceder ao mel efectivamente produzido pelos apicultores portugueses, que é um produto de elevada qualidade, saudável, seguro e sustentável”.

No documento entregue no Parlamento, aqueles deputados salientam que “o mel chinês representa 40% das importações da União Europeia, sendo a China o principal fornecedor a Portugal, ultrapassando os 50% do mel adquirido no estrangeiro. Acresce que este fenómeno tem vindo a aumentar de forma consistente”.

“De facto, foi a própria Comissão Europeia que admitiu que quase 50% do mel comercializado no mercado europeu é fraudulento, atingindo os 80% na Alemanha”, realçam, adiantando que “a legislação da UE visa preservar a pureza do mel como produto agrícola bruto não transformado, excluindo alterações à sua composição química. Por isso, apela aos decisores políticos que produzam legislação adequada à regulamentação deste mercado, sob pena da apicultura europeia não sobreviver ao impacto da concorrência desleal. Também os apicultores alertam que o sector está em risco e pedem ao poder político legislação que fiscalize a qualidade do produto”.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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