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CEMA quer nova PAC a apoiar pequenas explorações no acesso à agricultura de precisão

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O CEMA — European Agricultural Machinery quer a nova Política Agrícola Comum (PAC) a apoiar o acesso à agricultura de precisão por parte dos pequenos agricultores. São menos de 25% os agricultores da União Europeia (UE) que têm acesso àquelas novas tecnologias.

Os empresários europeus da indústria de maquinaria agrícola referem que as pequenas explorações agrícolas ainda dominam a economia rural europeia, com 86% das explorações da UE a ocuparem uma área abaixo de 20 ha.

“As soluções das máquinas agrícolas avançadas podem ajudar as explorações — independentemente do tamanho — a operar de forma lucrativa, competitiva e sustentável. Em particular, as tecnologias da agricultura de precisão possuem um grande potencial para os agricultores a este respeito”, refere um comunicado do CEMA.

No entanto, aqueles empresários realçam que há “um forte vínculo entre o tamanho de uma exploração agrícola e o seu rendimento, com as grandes explorações a terem maiores rendimentos e capacidade de investimento”.

Factor de escala

A importância deste “factor de escala” também foi evidente na absorção de tecnologias de agricultura de precisão. No início, apenas os maiores agricultores podiam comprar, por exemplo, dispositivos de orientação e amortizá-los de forma rentável. Até agora, essas tecnologias chegaram às propriedades agrícolas com mais de 100 mil hectares.

“Ainda há um estrangulamento claro para o segmento das explorações abaixo dos 100 ha, com um rendimento inferior a 25.000 euros. Para essas, ainda é difícil ter acesso a determinadas tecnologias de agricultura de precisão de forma lucrativa, a menos que elas operem numa produção de nicho. Como resultado disso, menos de 25% dos agricultores da UE têm acesso às tecnologias da agricultura de precisão”, realça a mesma fonte.

Dizem assim os industriais europeus de maquinaria agrícola que é fundamental um maior apoio da PAC após 2020 para reduzir o impacto negativo desse factor de escala.

Se não forem tomadas medidas de apoio, para as explorações com áreas abaixo dos 100 ha (97% da UE), pode “tornar-se cada vez mais difícil” competir com agricultores dos “Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia, ou mesmo com grandes explorações da UE, que investem massivamente nas tecnologias de agricultura de precisão”, realçam os responsáveis pelo CEMA.

Vantagens

E aqueles empresários avançam com as vantagens desse apoio. As tecnologias da agricultura de precisão fornecem aos agricultores “sensores extras que lhes dão mais informações para gerir as variações naturais, como condições climáticas, pragas, infestação de insectos e fungos”.

Alguns dos benefícios ambientais da agricultura de precisão avançados pelo CEMA são a “prevenção da poluição das águas subterrâneas através da optimização do fertilizante e pulverização química”, assim como a redução da utilização de água com irrigação de precisão.

Por outro lado, diz o CEMA, é uma forma de limitar danos nas colheitas, respondendo de forma rápida e efectiva às pragas e infestação por fungos, assim como permite novos tipos de culturas, estimulando a biodiversidade.

Agricultura e Mar Actual

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