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CDS quer saber em que ponto está estudo sobre gestão e compatibilização da água de Alqueva

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A deputada do CDS Cecília Meireles questionou hoje, 7 de Agosto, a ministra da Agricultura no sentido de saber em que ponto está a aplicação das recomendações feitas na Resolução da Assembleia da República n.º 15/2019, de 5 de Fevereiro, que recomenda a realização de um estudo sobre a melhor forma de gestão e compatibilização dos diversos usos da água na região de Alqueva.

“Pelas características do nosso País, a água é um factor crucial de competitividade e modernização da agricultura, pelo que o CDS tem a forte convicção de que é preciso antecipar cenários de conflito em caso de escassez de água, o que se antevê cada vez mais frequente num quadro de alterações climáticas evidentes”, refere uma nota de imprensa do Grupo Parlamentar dos centristas.

E acrescenta que “essa compatibilização pode ser mais ou menos complexa de acordo com os vários usos existentes, bem como com as circunstâncias de cada região”.

Segundo a deputada, na região do Alentejo, nomeadamente na área sob gestão do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), existem vários blocos de rega, com taxas de adesão ao regadio diversas, mas “todas crescentes, e a água tem sido um factor essencial para a dinâmica económica daquela região, sendo talvez o caso mais complexo no território nacional”.

Gestão da água

A Resolução da Assembleia da República n.º 15/2019, de 5 de Fevereiro, teve origem num projecto de resolução do CDS-PP de 2018 e recomenda ao Governo que promova um estudo sobre a melhor forma de gestão e compatibilização dos diversos usos da água para o sector agrícola e pecuário em caso de escassez daquela, em particular nas áreas servidas pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

“Dois anos depois da recomendação do CDS, o artigo do jornal Público de 6 de Agosto vem reforçar a importância do alerta feito em 2018”, salienta o mesmo comunicado.

Intitulado “Desde Fevereiro de 2004 que não havia tão pouca água em Alqueva”, o texto salienta que “enquanto aumenta a área regada, aproxima-se o risco de se começar a ter de contar as gotas de água na grande albufeira. Os efeitos da escassez não são para já, mas adivinham-se para dentro de cinco anos”.

“Isto torna ainda mais importante a necessidade de realização do estudo sobre a melhor forma de gestão e compatibilização dos diversos usos da água, em particular na região de Alqueva, conforme recomendado pela Assembleia da República”, frisa Cecília Meireles.

Agricultura e Mar Actual

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