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Carne de Caça maior volta a ser transformada e comercializada em Portugal

O trabalho de mais de um ano levado a cabo pelo Clube Português de Monteiros (CPM) deu frutos. A carne de caça maior abatida em Portugal voltou a ser transformada e comercializada no nosso País. Um facto marcado ontem, 27 de Janeiro, com uma reunião de trabalho no matadouro da PEC Nordeste, em Penafiel, que contou com a Directora-Geral de Alimentação e Veterinária Susana Pombo.

“O futuro já não está em Espanha mas sim nas mãos dos caçadores e dos empresários portugueses. O “pontapé de saída” está dado: concretizou-se finalmente o sonho do sector de ver reactivada a comercialização de carne de caça em Portugal”, congratula-se a direcção do Clube Português de Monteiros.

Trata-se de um processo apoiado cientificamente pela UTAD — Universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro e pela Universidade de Lisboa, no âmbito do Projecto C3C — Caça – Capacitação, Competitividade e Comunicação, “garantindo-se assim as condições para que a sua saída para transformação em Espanha, que ocorre há anos, possa cessar, e que os milhões de euros que ela representa sejam finalmente canalizados para a economia do nosso País”, realça o Clube Português de Monteiros.

Processo “não foi fácil”

“Não foi fácil. Definidas as bases estratégicas deste processo, foi preciso garantir os parceiros operacionais mais credíveis e experimentados e a coordenação de todos eles”, diz o Clube presidido por Torres Pereira.

Por um lado, eram necessárias a logística e as infra-estruturas indispensáveis para a recepção, processamento e transformação das reses, bem como o fatiamento, a embalagem e a posterior venda em todo o País (e, no futuro, no estrangeiro) dos diversos produtos finais.

“Não poderia ter havido melhor opção que a PEC Nordeste — Indústria de Produtos Pecuários do Norte, detentora do Matadouro de Penafiel, cuja administração, após várias reuniões de trabalho prévias com o CPM, fez seus os objectivos traçados e definiu os trabalhos de adaptação indispensáveis para a operacionalidade do Matadouro no manuseamento e no tratamento de carne de caça. A visão estratégica do presidente Idalino Leão [administrador-delegado da PEC Nordeste] foi essencial”, realça a direcção do Clube Português de Monteiros.

E acrescenta que a “DGAV foi inexcedível nas sugestões, nos conselhos e no acompanhamento para que os indispensáveis licenciamentos tivessem ocorrido. É-lhe devida a nossa gratidão, que manifestamos à Directora-geral Susana Pombo e ao Subdirector-geral Miguel Cardo”.

Apoiado pelo Fundo Florestal Permanente

A Directora-Geral de Alimentação e Veterinária, Susana Guedes Pombo, esteve esta manhã na PEC-Nordeste para assinalar o reinício em Portugal do processo de transformação de carne de caça maior para comercialização.

Este é um dos objectivos consignados no Projecto C3C – Caça: capacitação, competitividade e comunicação, que resulta da parceria entre o Clube Português de Monteiros, a Universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, a DGAV — Direcção Geral de Alimentação e Veterinária, a PEC Nordeste, a Rijofrap e o ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que financia o projecto através do Fundo Florestal Permanente.

Em sessão comemorativa, o presidente do Clube Português de Monteiros, Torres Pereira, “fez questão de frisar que a primeira carne processada foi oriunda de gamos da Tapada de Mafra e de javalis da Companhia das Lezírias e que se tratou de um passo muito importante para a valorização dos recursos cinegéticos e sustentabilidade do território”, diz uma nota de imprensa da DGAV.

Na reunião, Torres Pereira referiu que, “harmonizados os procedimentos entre todos os intervenientes no processo, foram ultrapassados os estrangulamentos que permitiram dar início a uma actividade baseada num recurso e empresas portuguesas e que vai criar valor ao PIB Nacional, um dos objectivos do Projecto C3C”.

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