A Direcção Regional de Estatística da Madeira informa que a informação recolhida junto da Direcção Regional de Pescas, relativa ao primeiro trimestre de 2025, mostra que este período se caracterizou por um decréscimo homólogo nas quantidades capturadas de pescado (-31,7%), e no valor de primeira venda (-33,4%).
No conjunto dos primeiros três meses do corrente ano, a pesca descarregada na Região rondou as 570,1 toneladas, tendo gerado receitas de primeira venda de 3 milhões de euros.
As principais espécies capturadas registaram diminuições homólogas significativas, muito embora no caso da cavala e do chicharro, além da muito escassa abundância destas espécies nos dois primeiros meses do ano, isso se deva também a uma “cessação temporária [por 90 dias] da actividade de cerco dirigida a pequenos pelágicos, de forma a proteger o período reprodutivo das espécies-alvo e a assegurar a sustentabilidade a longo prazo”, conforme estabelece a Portaria n.º 157/2025 da Secretaria Regional de Agricultura, Pescas e Ambiente.
No caso das espécies habitualmente mais representativas, observou-se que as capturas de atum (e similares) diminuíram 94,8%, enquanto no caso do peixe-espada preto a queda foi de 15,5%. Em termos de valor, as quebras nestas duas espécies acompanharam a tendência verificada nas quantidades: -90,3% no atum e similares e -15,8% no peixe-espada preto, adianta a Direcção Regional de Estatística da Madeira.
O peixe-espada preto foi ainda assim a espécie mais capturada, representando 92,5% das quantidades e 86,2% do valor total. Por sua vez, as capturas de atum e similares ficaram pelas 7,8 toneladas, com uma valorização de apenas 110,8 mil euros.
O preço médio de pescado apurado na primeira venda (excluindo o pescado descarregado destinado a autoconsumo), no período em referência, foi de 5,38€, valor inferior aos 5,50€ registados no mesmo período de 2024. O preço médio do atum e espécies similares atingiu os 14,25€ (face a 7,56€ no período homólogo), enquanto o do peixe-espada preto se fixou nos 5,02€, valor ligeiramente abaixo dos 5,04€ verificados nos primeiros três meses do ano anterior.
Aquicultura com quebra de 32%
Por outro lado, de acordo com a informação recolhida pela DREM junto das empresas de produção de aquicultura na Região, no 1.º trimestre de 2025, foram produzidas 256,4 toneladas de dourada, -31,6% face ao mesmo trimestre de 2024. Do mesmo modo, as vendas ficaram pelos 1,5 milhões de euros, decrescendo 34,8% relativamente ao trimestre homólogo.
Por mercados, observa-se que 76,9% do valor de vendas dizem respeito ao mercado nacional (Continente e Açores) e 22,9% ao mercado regional. No mesmo trimestre do ano passado, estas percentagens foram de 89,8% e 10,1%, respectivamente.

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