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Capoulas diz que exportações agrícolas estão a dar “grande contributo” no crescimento do País

O ministro da Agricultura acompanhou hoje, 15 de Maio, a visita do primeiro-ministro a duas explorações agrícolas do Sul do País, a Vitacress e a Maravilha Farms. E no dia em foram revelados os números do crescimento económico do último trimestre, que atingiu os 2,8%, Capoulas Santos sublinhou que “a agricultura está a dar um grande contributo para o desempenho económico do País”, lembrando que “em Março, e em comparação com o período homólogo, o complexo agro-alimentar aumentou as exportações em 28%”. O ministro acrescentou que “no conjunto do trimestre esse aumento atingiu os 20%”.

Relativamente aos pequenos frutos, que Capoulas considera “certamente uma surpresa para o País”, foram atingidos os 117 milhões de euros em exportações no ano passado “o que representou um aumento de 24% em valor e de 36% em quantidade relativamente ao ano anterior”.

A Vitacress na área das hortofrutícolas, com linha de preparação e embalamento, e a Maravilha Farms, na área dos pequenos frutos, constituem exemplos de investimento estrangeiro em Portugal na área da agricultura que têm vindo a crescer sustentadamente ao longo dos anos.

Novos planos de investimento

Com estas empresas a anunciarem novos planos de investimento, a que corresponde a expansão da área de exploração e um aumento de produção, o ministro afirmou estar certo que “Portugal e esta zona do Sudoeste têm todas as condições para serem a muito curto prazo a Califórnia da Europa”, zona de excelência para a produção deste tipo de culturas.

Capoulas Santos deu ainda nota do esforço de recuperação que o Governo tem estado a levar a cabo relativamente ao Programa de Desenvolvimento Rural, PDR 2020, anunciando que “honrámos o compromisso que assumimos de no espaço de um ano termos o PDR controlado, temos praticamente analisados todos os 33 mil projectos que entraram e temos contratados cerca de mil milhões de euros de apoios para um investimento de cerca de dois mil milhões”.

A Maravilha Farms, empresa agrícola de frutos vermelhos instalada nos concelhos de Odemira, no Litoral Alentejano, e de Tavira, no Algarve, prevê investir 19 milhões de euros nos próximos cinco anos para duplicar a área de produção.

Com cerca de 150 hectares de produção de framboesas, amoras e mirtilos nos concelhos de Odemira e de Tavira, o investimento vai permitir duplicar a área actual de exploração para os 300 hectares, esperando a empresa atingir os 50 milhões de euros de volume de negócios daqui a cinco anos.

Vitacress, líder no agrião de água

Na Vitacress, localizada em Odemira, no Alentejo, esteve também o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos. A empresa, de capital português, é um dos líderes europeus na produção e comercialização de agrião de água, folhas para saladas e ervas aromáticas frescas e uma referência no que toca às práticas de sustentabilidade e de inovação no sector, tendo como missão a promoção de uma alimentação saudável.

A Vitacress garante, actualmente, cerca de 360 postos de trabalho em Portugal, explorando uma área total de produção de 280 hectares, aos quais se juntam 15 hectares de túneis e 13 hectares de estufas. A empresa, líder no mercado português, produz anualmente cinco mil toneladas de saladas, das quais embala 15,6 milhões de sacos, 3,3 milhões de molhos de ervas aromáticas e 1.200 toneladas de batatas. Do total da produção nacional, 35 por cento destina-se à exportação para vários países da Europa e África.

Além da macro-exploração em Odemira, a Vitacress conta ainda com mais uma quinta em Almancil, no Algarve, 100 por cento dedicada à produção do agrião de água, e com unidades de produção de tomate biológico, em Alcochete e em San Martin (Espanha). Em Portugal, é a única empresa do sector que produz e embala todos os seus produtos, durante todo o ano, garantindo a total rastreabilidade das suas referências, num processo de controlo de qualidade, que vai desde a sementeira à distribuição.

 

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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Um comentário

  1. Joao Manuel Carvalho

    Depois de 50 anos de trabalho no estrangeiro regressei às origens onde me sinto bem!…Em termos de apoios à agricultura tenho constatado que quem pouco tem nada recebe!…. por exemplo as pessoas envelhecidas que cultivam para consumo doméstico (falando de Trás-os.Montes) vêem-se confrontadas com a praga de Javalis e cabras bravas que destroem as culturas….seriam bom que houvesse algum apoio para vedação destas pequenas propriedades; este tipo de agricultura é feito manualmente ou com recurso a um tractor alugado durante uma ou duas horas, mas ajuda a sobrevivência de pessoas com pensões abaixo de 200 euros! ….e porque não subsidiar a aquisição de ferramentas agrícolas?… motoenxadas, varejadeiras, moto-roçadouras, recuperação de poços antigos para rega, aonselhamento no controlo de pragas etc…..
    Entretanto surgem por cá exigências de habilitação para aplicar fitofarmacos nas culturas, cuja formação é dada por agências ligadas às Camaras municipais, roçando mesmo as malhas do caricato. Por exemplo: Os formandos cá da minha freguesia na sua grande maioria não sabem ler nem escrever….como é que podem ler e interpretar os rótulos dos produtos como manda a lei? Como passaram um exame escrito? Mais…são regra geral, pessoas com idades a cima dos 70 anos proprietários de pequenas hortas e árvores de fruto….Moral da história ….custo de 45 ruros….Não é bem uma burla mas para lá caminha….

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