CAP comemora 50 anos com 24 vídeos sobre temáticas decisivas para sector agrícola e florestal

A CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal, em 2025, perfaz 50 anos em “defesa dos interesses dos agricultores e dos produtores florestais”. No âmbito desta comemoração, dando “continuidade à sua actividade e procurando estimular o estudo e o debate”, a CAP lança uma série de 24 vídeos que exploram temáticas actuais e decisivas para o sector, destacando o “contributo determinante da agricultura e da floresta para a economia nacional e para a sustentabilidade do território”.

O primeiro vídeo, dedicado à “Geopolítica e Comércio Internacional”, tem como oradores o secretário-geral da CAP, Luís Mira, e o ex-vice primeiro-ministro, Paulo Portas e foi gravado dia 4 de Fevereiro.

Quanto às novas tarifas impostas por Donald Trump, “se nós tivermos um proteccionismo sistémico isso leva ao fechamento das economias, economias fechadas deixam de ser competitivas, esquecem-se de inovar e no fim do dia é um dano à prosperidade geral que se causa; se eu não vender nem comprar, certamente não fico mais rico. O segundo ponto que eu acho perigoso é que as guerras comerciais têm escaladas, portanto se uma economia tarifa outra, obviamente tem que esperar que essa outra tarife a primeira. E onde é que termina a escalada? Nunca se sabe. O outro ponto que é perigoso, mas que ainda não está seguro, é preciso esperar algum tempo, é que possa haver uma conjunção de dois factores na primeira economia do Mundo. Uma escalada de tarifas comerciais, nomeadamente com a zona comercial da América do Norte com a União Europeia e, pelo menos em campanha, era esse o anúncio, com a China, isso impacta grande parte da economia mundial”, refere Paulo Portas.

“E se ao mesmo tempo houver uma deportação massiva, é assim que se chama, de trabalhadores indocumentados, no caso da agricultura isso é particularmente relevante porque dos trabalhadores indocumentados que há nos Estados Unidos, são 11 milhões, nove trabalham e portanto contribuem para a Segurança Social e representam 28% dos trabalhadores da agricultura americana. Portanto, se com uma mão fizer tarifas sobre os preços, por razões totalmente políticas, não tem nada a ver com o mérito das empresas, e se com a outra mão deportarem excesso e trabalhadores indocumentados — que trabalham por exemplo na agricultura — isso obviamente faz subir os custos laborais a subida dos custos dos bens e a subida dos custos laborais num país que tem pleno emprego”, acrescenta.

Os vídeos são produzidos ao abrigo de projecto no âmbito de uma iniciativa comunitária promovida pelo PDR 2020 e co-financiada pelo FEADER, no âmbito do Portugal 2020.

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