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©Hugo Moreira

Candidato eleito da AD Açores ao PE defende formação avançada para candidaturas a apoios europeus

O candidato eleito da AD – Aliança Democrática ao Parlamento Europeu às eleições de 9 de Junho, Paulo do Nascimento Cabral, quer voltar a colocar os Açores no centro da Política Agrícola Comum (PAC), na próxima revisão. E defende o “desenvolvimento de uma formação avançada ao nível da gestão de projectos e candidaturas a fundos europeus”, numa parceria com a Universidade dos Açores.

“Há cada vez mais fundos na gestão directa da Comissão Europeia e estima-se que serão diminuídos os financiamentos de gestão aos Estados-membros, o que tem de ser compensado e a Universidade dos Açores tem óptimos quadros, óptimos técnicos que têm feito um trabalho excepcional em programas como Horizonte Europa e Erasmus”, afirmou Paulo do Nascimento Cabral ainda durante a campanha eleitoral.

O candidato eleito entende que a Universidade dos Açores “pode exercer um papel essencial junto do tecido empresarial e social através de candidaturas a estes financiamentos europeus”.

Política Agrícola Comum

Também durante a campanha, o social-democrata disse que “vamos lutar para que na reforma da Política Agrícola Comum consigamos voltar a ter um pilar do desenvolvimento rural de relação directa entre os Açores e a Comissão Europeia, que perdemos na última revisão”.

Paulo do Nascimento Cabral considera que o actual programa “coloca-nos entraves ao nível da burocracia, da definição dos planos estratégicos e da gestão financeira dos apoios, na medida em que passam a ser orientados pelo Estado-membro e não directamente pela Região”.

Em segundo lugar, pretende “defender o estatuto da ultraperiferia” no que toca a atribuição de apoios como o FEADER – Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, uma vez que actualmente 85% do financiamento é efectuado enquanto “região menos desenvolvida”.

“A nossa luta passa por defender o estatuto da ultraperiferia e garantir que esses 85% são para as Regiões Ultraperiféricas e não uma região menos desenvolvida, até porque esperamos deixar esse patamar. E aí perderíamos a taxa de co-financiamento”, advertiu.

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