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Câmara Agrícola Lusófona tem inscrições abertas para missão à Guiné Equatorial

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A CAL – Câmara Agrícola Lusófona está a organizar uma Missão Empresarial à República da Guiné Equatorial, no âmbito do seu Programa de Internacionalização do Sector do Agronegócio, iniciativa comparticipada, parcialmente, pela União Europeia – Portugal 2020 e Compete 2020. A missão ocorrerá entre os dias 11 e 17 de Dezembro e as inscrições está abertas (aqui).

A iniciativa dirige-se a todas as pequenas e médias empresas (PME) cuja actividade se enquadre no sector agro-alimentar. A missão, com os apoios comunitários, fica por um preço de 1.475 euros. Para as empresas não elegíveis o custo será de 2.950 euros.

Critérios de elegibilidade no âmbito dos incentivos do Portugal 2020:
a) Empresas sedeadas nas zonas Norte, Centro e Alentejo;
b) PME’s – pequenas e médias empresas cuja actividade se enquadre na indústria de alimentos compostos
para animais, carnes transformadas, azeite, vinhos, queijos e outros derivados de leite, comércio de cereais,
oleaginosas, hortofrutícolas, equipamentos agrícolas, entre outras;
c) As empresas deverão:
— Estar inscritas no balcão 2020;
— Dispor de contabilidade organizada;
— Não ser uma empresa em dificuldade;
— Não estar sujeita a uma injunção de recuperação;
— Não ter salários em atraso;
— Apresentar uma situação económico-financeira equilibrada;
— Ter a situação regularizada com a Autoridade Tributária e Segurança Social;
— Ser associada da CAL – Câmara Agrícola Lusófona.

Segundo o presidente da CAL, Jorge Correia Santos, a Guiné Equatorial, “estando muito longe da auto-suficiência alimentar, é um país importador de alimentação e bebidas. Evidenciando tendência positiva na primeira metade da década, de acordo com o Centro de Comércio Internacional, o total das importações do sector foi, em 2015, de 268,9 milhões de euros, tendo Espanha como maior fornecedor. Há então grandes oportunidades para os empresários portugueses, do sector agro-alimentar, ali encontrarem clientes e exportar os seus produtos”.

“Aqueles interessados em investir na produção local, poderão contar com os programas de apoio do governo e do Banco Mundial, apostados em desenvolver os extraordinários potenciais agrícola e piscícola do país”, acrescenta aquele responsável.

Programa aqui.

Potencial agrícola

A agricultura tem um grande potencial na Guiné Equatorial, devido às condições favoráveis de clima e de geografia, havendo terra disponível e solo altamente fértil – especialmente nas ilhas vulcânicas. As principais culturas são: mandioca; taro; arroz; inhame; milho; banana-pão; banana; manga; ananás; abacate; laranjas; tangerinas; hortaliças; frutas do dendém; leguminosas; amendoim; café; cacau; só as duas últimas são formalmente exportadas, mas em pequenas quantidades.

Apesar da diversidade produtiva, trata-se de agricultura de subsistência, que, de acordo com o “Programa geral para o desenvolvimento da agricultura em África”, só satisfaria 30% da procura doméstica, na primeira década do século XXI. Há, por conseguinte, oportunidades de crescimento ao longo de toda a cadeia de valor da agricultura e pecuária. Tome-se o exemplo da abundância de recursos hídricos, estimando-se em 30 mil ha o potencial de regadio, ainda não aproveitado.

Para colmatar os restantes 70% de procura alimentar doméstica, a Guiné Equatorial tem de importar, nomeadamente, grandes quantidades de carne, cereais, arroz e trigo. A satisfação dessas necessidades e a integração  a CPLP abre, para as empresas portuguesas, um mercado já habituado a consumir e a valorizar produtos de origem ibérica, pelo que a aceitação, por parte dos consumidores guinéu-equatorianos, dos produtos portugueses será facilitada.

A CAL – Câmara Agrícola Lusófona, é uma associação empresarial sem fins lucrativos que promove a divulgação do agro-negócio em território nacional e internacional com particular ênfase nos países de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

A CAL é uma plataforma que permite às organizações e às empresas estabelecerem parcerias para promover a internacionalização, a inovação e o empreendedorismo. Trata-se de uma entidade reconhecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelo Ministério da Economia, pelo Ministério da Agricultura e do Mar e pela CPLP – Comunidade de Países Língua Oficial Portuguesa.

Agricultura e Mar Actual

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