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Câmara Agrícola Lusófona continua internacionalização. 20 de Junho parte para a Guiné Equatorial

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A CAL – Câmara Agrícola Lusófona está a organizar uma Missão Empresarial à Guiné Equatorial de 20 a 24 de Junho 2016, que se insere no Programa de Internacionalização do Sector do Agronegócio para CPLP – Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, no âmbito do Programa Portugal 2020 e Compete 2020.

A missão é aberta a todas as pequenas e médias empresas (PME) cuja actividade se enquadre no sector agro-alimentar, as quais podem beneficiar de financiamento de 50% através do Balcão 2020. Para as empresas elegíveis, a missão terá um custo de 1.475 euros, mais IVA, e as restantes de 2.950 euros, mais IVA.

Através desta missão empresarial, a Câmara, presidida por Jorge Correia Santos, pretende fortalecer as relações comerciais entre Portugal e Guiné Equatorial. A Guiné Equatorial é um “país fortemente dependente das importações agro-alimentares, o pode proporcionar aos empresários portugueses excelentes oportunidades de negócio”, diz aquele responsável.

A participação nesta missão empresarial permitirá à comitiva:

– Acesso a informação privilegiada sobre o mercado-alvo;

– Participação em encontros institucionais;

– Visitas e reuniões a empresas de interesse.

Programa da Missão Empresarial aqui.

Inscrições aqui.

Jorge Correia Santos realça que, desde a descoberta de petróleo e de gás, na década de 90, que a República da Guiné
Equatorial tem recebido avultados investimentos estrangeiros naquele sector. “A extracção de hidrocarbonetos tornou-se, assim, o principal eixo de desenvolvimento do país, representando 87,3% do PIB. Os grandes fluxos financeiros daquela indústria levaram a um crescimento excepcional, traduzido num desenvolvimento acelerado das infra-estruturas e da expansão da urbanização do país. O dinamismo da economia do país chegou a atingir a maior taxa média de crescimento do PIB do mundo, entre 2004 e 2008: 16.3%”.

O presidente da CAL adianta que “o desejo das populações em melhorar o seu nível de vida, fez com elas se deslocassem das zonas rurais para zonas urbanas, aumentando a mão-de-obra na indústria petrolífera. Consequentemente, o sector agrícola, que floresceu no passado com o cacau ou o café, está em declínio. Actualmente, a produção do sector primário da Guiné Equatorial é praticamente inexistente e irrelevante, em termos de volume”.

Sendo de subsistência, é constituído por pequenas plantações, ou hortas, e por caça e pesca artesanais, para auto-consumo.

A Guiné Equatorial, estando muito longe da auto-suficiência alimentar, é um país importador de alimentação e bebidas. O total das importações do sector, em 2014, foi de 326,6 milhões de dólares, com uma tendência positiva nos últimos anos, tendo Espanha como maior fornecedor.

“Há então grandes oportunidades para os empresários portugueses, do sector agro-alimentar, encontrarem ali clientes e exportar os seus produtos. Aqueles interessados em investir na produção local, poderão contar com os programas de apoio do governo e do Banco Mundial, apostados em desenvolver os extraordinários potenciais agrícola e piscícola do país”, frisa Jorge Correia Santos. E acrescenta que a integração nesta missão empresarial “é uma ocasião extraordinária para potenciar a criação de parcerias comerciais e governamentais, num país focado na diversificação da economia”.

Guiné Equatorial, potencial agrícola

A agricultura tem um grande potencial na Guiné Equatorial, devido às condições favoráveis de clima e de geografia, havendo terra disponível e solo altamente fértil – especialmente nas ilhas vulcânicas. As principais culturas são: mandioca; taro; arroz; inhame; milho; banana-pão; banana; manga; ananás; abacate; laranjas; tangerinas; hortaliças; frutas do dendém; leguminosas; amendoim; café; cacau; só as duas últimas são formalmente exportadas, mas em pequenas quantidades.

Apesar da diversidade produtiva, trata-se de agricultura de subsistência, que só satisfaz 30% da procura doméstica. Há, por conseguinte, oportunidades de crescimento ao longo de toda a cadeia de valor da agricultura e pecuária. Tome-se o exemplo da abundância de recursos hídricos, estimando-se em 30 mil ha o potencial de regadio, ainda não aproveitado.

Necessidades de carne, arroz e trigo

Para satisfazer os restantes 70% de procura alimentar, a Guiné Equatorial tem de importar, nomeadamente, grandes quantidades de carne, cereais, arroz e trigo. A satisfação destas necessidades e a integração na CPLP abre, para as empresas portuguesas, um mercado já habituado a consumir e a valorizar produtos de origem ibérica, pelo que a aceitação, por parte dos consumidores guinéu-equatorianos, dos produtos portugueses será facilitada.

Para quem quiser investir na produção local, o Governo, que quer aumentar a auto-suficiência alimentar, quer fazer da agricultura um pilar da diversificação económica pretendida para o país, promovendo o desenvolvimento rural. As duas áreas a apostar são as culturas comerciais para exportação: cacau, café, cana-de-açúcar, abacate, coco, óleo de palma, citrinos, manga, papaia, ananás; e as hortofrutícolas, para consumo local.

Aposta nos animais de pequeno porte

Em termos da produção animal, como as condições não são propícias a ruminantes, o governo aposta em animais de menor porte: porcos, galináceos, patos e coelhos; áreas em que as empresas portuguesas, estando na vanguarda mundial, podem dominar facilmente.

Oportunidade florestal

Outra possibilidade é o subsector florestal ,onde Portugal também está na dianteira –, que foi a principal fonte de divisas da Guiné Equatorial na primeira metade da década de noventa. A madeira vem principalmente da província Litoral, com 625.000 hectares de floresta adequados para uso comercial, produzindo mais de 400.000 m3 por ano de 82 espécies florestais, sendo os principais tipos de madeira produzidos: okoume; resinosas; dabema; okan; ilomba.

Negócios da pesca

Finalmente, o sector das pescas é particularmente promissor para as empresas portuguesas de pesca ou conserva, pois a ZEE da Guiné Equatorial é superior aos seus territórios terrestres: 30.000 km2 de extensão, com grande potencial produtivo, calculado em 73.430 toneladas de peixes incluindo atum – e 700 toneladas de mariscos e moluscos.

Agricultura e Mar Actual

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