A candidatura do Bloco de Esquerda (BE) pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, reuniu com a Valminho Florestal — Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho, no passado dia 7 de Maio. No encontro, o BE defendeu várias propostas, algumas destas alinhadas com os objectivos da associação, nomeadamente o pagamento por serviços do ecossistema, para remunerar os pequenos proprietários florestais e os pequenos agricultores pela promoção da biodiversidade e pelas estruturas de prevenção dos incêndios rurais-
A Valminho é uma associação sem fins lucrativos criada em 1996 com o objectivo de promover uma melhor gestão e defesa da floresta no Vale do Minho, com base no associativismo florestal. Representa e apoia tecnicamente produtores florestais, tanto baldios como privados, actuando como elo entre o conhecimento técnico e as necessidades do terreno. Esta abordagem colaborativa visa garantir a sustentabilidade do território e a valorização dos recursos florestais locais, refere uma nota de imprensa do BE.
A associação desenvolve uma vasta gama de serviços técnicos e de consultoria florestal, elaboração de planos de gestão, projectos de arborização, defesa da floresta contra incêndios, ordenamento cinegético, inventário de material lenhoso e planos de fogo controlado. Esta associação promove ainda a extensão e a formação florestal, fornecendo informação sobre apoios públicos, legislação, prevenção de incêndios e comercialização de produtos florestais.
A Valminho é ainda uma das principais impulsionadoras da certificação florestal na região, sendo a certificação a sua principal fonte de rendimento, através da parceria com a Associação para a Certificação Florestal do Minho-Lima (ACF Minho-Lima).
O Bloco de Esquerda defende várias propostas, algumas destas alinhadas com os objectivos da associação, nomeadamente o pagamento por serviços do ecossistema, para remunerar os pequenos proprietários florestais e os pequenos agricultores pela promoção da biodiversidade e pelas estruturas de prevenção dos incêndios rurais; a criação de uma taxa sobre a produção florestal de crescimento rápido e a indústria da celulose com aplicação de receitas no financiamento de serviços de ecossistema florestais com espécies autóctones, promoção da produção e do consumo de bens alimentares de proximidade e de agriculturas sustentáveis e a criação do Banco Público de Terras exclusivamente dedicado a culturas extensivas e à transição ecológica agroflorestal.
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AGRICULTURA E MAR Revista do mundo rural e da economia do mar
