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Barcelos. Limpeza do Rio Cávado já começou

“Foi uma pena não se ter realizado a limpeza do rio nos últimos três anos. Agora temos de recuperar o tempo perdido, mas é para isso que estamos a trabalhar e não podemos deixar que esta situação volte a acontecer”. Foi este o desabafo que o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino, deixou hoje, 9 de Agosto, ao testemunhar o início dos trabalhos de limpeza do Rio Cávado.

O autarca deslocou-se até à margem do rio, a montante da Ponte Medieval, para se inteirar do modo como se vai desenvolver todo o processo, informa a autarquia em nota de imprensa.

Recorde-se que, recentemente, a autarquia contratou uma empresa que, durante um ano, tem como principal missão remover, limpar e depois conter as principais espécies infestantes das águas do rio, entre Areias de Vilar e Perelhal.

As principais acções incidem na remoção de espécies exóticas invasoras, casos do jacinto-de-água e da pinheirinha-de-água. Os trabalhos abrangem o leito e as margens do rio Cávado desde a Barragem da Penide até ao limite jusante do concelho de Barcelos.

Esta limpeza acontece após três anos de interrupção, o que levou à disseminação e acumulação da principal infestante – o jacinto-de-água – em grande parte do curso do Rio Cávado.

Controlo de invasoras

Segundo o plano de trabalhos que mereceu aprovação prévia do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, o controlo das infestantes vai ser feito essencialmente por meios manuais e mecânicos sempre com o objectivo de deixar o ecossistema da área de intervenção o mais inalterado possível. Serão utilizadas essencialmente plataformas flutuantes equipadas com gruas, embarcação de apoio e auxílio de retroescavadora, que a partir das margens retirará as plantas invasoras. Também serão usadas barreiras de contenção.

Jacintos serão desidratados

A limpeza de vegetação será a estritamente necessária para se proceder à remoção das plantas invasoras aquáticas que permaneçam retidas nas margens, avança a mesma nota. Os materiais de origem natural, tais como, troncos mortos e vegetação serão encaminhados para destino adequado ou integrados como forma de valorização, para realização de estacas, entrançados e faxinas.

Considerando que mais de 90% do peso do jacinto-de-água é água, estes serão depositados em local afastado do leito de água, para pilhas de compostagem e de secagem. Depois desse processo, serão encaminhados para destino adequado a definir no âmbito do Plano de Acção Intermunicipal em elaboração pela Comunidade Intermunicipal do Cávado.

Além da limpeza das infestantes, os trabalhos vão também incidir na detecção de focos de poluição e na remoção de todo o tipo de resíduos, incluindo os de grandes dimensões, como os “monstros domésticos”.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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