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Avisos Agrícolas da Madeira alertam para gorgulho da bananeira

O Serviço Regional de Avisos Agrícolas da Madeira (SRAA) alerta para o gorgulho da bananeira, a traça do tomateiro e, no abacateiro, para o aranhiço cristalino e o percevejo.

Refere o Aviso agrícola n.º 10/2022, do SRAA, que o Cosmopolites sordidus, originário da região Indo-Malaia é conhecido como gorgulho da bananeira. Este insecto causa elevados prejuízos que limitam o desenvolvimento vegetativo da cultura, porque as larvas abrem galerias que dificultam os movimentos da água e dos nutrientes.

Cosmopolites sordidus

E acrescenta que a monitorização da praga, que a partir de Maio deve ser semanal, pode ser feita utilizando armadilhas com a feromona de agregação, Sordodine, que atrai fêmeas e machos. Esta feromona pode ser colocada em armadilhas comerciais ou artesanais produzidas pelo agricultor (Fig.3, 4 e 5). A captura do gorgulho também pode ocorrer com armadilhas feitas com o pseudotronco ou com o rizoma das plantas.

Para monitorização está recomendado colocar:

  • Armadilhas com feromonas – 4 armadilhas/ha. A feromona deve ser substituída de acordo com as indicações do fabricante;
  • Armadilhas de rizoma ou de pseudotroncos – 20 armadilhas/ha(2armadilhas/1000m2) que devem ser substituídas de 2 em 2 meses, quando o material vegetal começar a ficar degradado.

A monitorização populacional do insecto é fundamental para o desenvolvimento e aplicação de medidas de controle, tendo em atenção que o estado larvar é a fase de desenvolvimento em que a praga está mais vulnerável, realça o Serviço Regional de Avisos Agrícolas da Madeira.

Como a média do grau de ataque nas armadilhas monitorizadas semanalmente nos POBs foi superior a 5 indivíduos, o SRAA recomenda a implementação de:

  • Armadilhas com feromonas – a uma densidade mínima de 25 armadilhas/ha;
  • Armadilhas de rizoma ou de pseudotroncos – 100 a 150 armadilhas/ha

Aquele Serviço recomenda ainda a avaliação da oportunidade de tratamento tendo a atenção que a aplicação d
insecticida deve ser direccionada para o rizoma e para o pseudocaule, injectando ou pulverizando o produto para que permaneça no interior destas partes da planta, onde o insecto se encontra refugiado.

Pode ler o Aviso agrícola n.º 10/2022 completo aqui.

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