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Até 15 de Setembro arderam 66 mil hectares, mais 61% que em 2019

A base de dados nacional de incêndios rurais regista, no período compreendido entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro de 2020, um total de 8.807 incêndios rurais que resultaram em 66.116 hectares de área ardida, entre povoamentos (33.185 ha), matos (26.171 ha) e agricultura (6.760 ha).

Estes valores, ainda provisórios, representam um aumento de 60,9% da área ardida face a igual período de 2019, segundo os dados do documento elaborado pela Divisão de apoio à Gestão de Fogos Rurais (DGFR) do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Queimas e queimadas responsáveis por 27% dos incêndios: queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (15%), queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (6%) e queimadas para gestão de pasto para gado (6%)

No entanto, o relatório do ICNF realça que, comparando os valores do ano de 2020 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 44% de incêndios rurais e menos 35% de área ardida relativamente à média anual do período.

“O ano de 2020 apresenta, até ao dia 15 de Setembro, o 2.º valor mais reduzido em número de incêndios e o 6.º valor mais reduzido de área ardida, desde 2010”, reforça o documento.

Dimensão dos incêndios

Acrescenta o relatório que a distribuição do número de incêndios rurais por classe de área ardida evidencia que em 2020 os incêndios com área ardida inferior a 1 hectare são os mais frequentes (86 % do total de incêndios rurais).

No que se refere a incêndios de maior dimensão, assinala-se, até à data, a ocorrência de 11 incêndio com área ardida superior ou igual a 1.000 hectares.

Consideram-se grandes incêndios sempre que a área ardida total seja igual ou superior a 100 hectares. Até 15 de Setembro de 2020 registaram-se 62 incêndios enquadrados nesta categoria, que resultaram em 56.223 hectares de área ardida, cerca de 85% do total da área ardida. No quadro 2.2 estão listados os incêndios de maior dimensão até ao dia 15 de Setembro de 2020.

As causas

Do total de 8.807 incêndios rurais verificados no ano de em curso, 5.444 foram investigados (62% do número total de incêndios – responsáveis por 37% da área total ardida). Destes, a investigação permitiu a atribuição de uma causa para 3.502 incêndios (64% dos incêndios investigados -responsáveis por 33% da área total ardida).

Até à data, as causas mais frequentes em 2020 são: incendiarismo – imputáveis (36%), queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (15%), queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (6%) e queimadas para gestão de pasto para gado (6%).

Conjuntamente, as várias tipologias de queimadas e queimas representam 27% das causas apuradas. Os reacendimentos representam 12% do total de causas apuradas, num valor inferior face à média dos 10 anos anteriores (18%).

Análise regional

Da análise por distrito, destacam-se com maior número de incêndios, e por ordem decrescente, os distritos do Porto (2.355), Braga (943) e Aveiro (617). Em qualquer um dos casos, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão (não ultrapassam 1 hectare de área ardida). No caso específico do distrito do Porto a percentagem de incêndios com menos de 1 hectare de área ardida é de 91%.

O distrito mais afectado, no que concerne à área ardida, é Castelo Branco, com 25.872 hectares, cerca de 39% da área total ardida até à data, seguido de Bragança com 6.414 hectares (10% do total) e de Vila Real com 5.440 hectares (8% do total).

Os concelhos que apresentam maior número de incêndios localizam-se todos a Norte do Tejo, e caracterizam-se por elevada densidade populacional, presença de grandes aglomerados urbanos ou utilização tradicional do fogo na gestão agroflorestal. Estes vinte concelhos representam 35% do número total de ocorrências e 9% da área total ardida.

Pode ler o relatório completo aqui.

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