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Até 15 de Agosto: 6.622 incêndios rurais queimaram 36.343 hectares. Aumento de 38% face a 2019

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A base de dados nacional de incêndios rurais regista, no período compreendido entre 1 de Janeiro e 15 de Agosto de 2020, um total de 6.622 incêndios rurais que resultaram em 36.343 hectares de área ardida, entre povoamentos (16.255 ha), matos (14.981 ha) e agricultura (5.107 ha), divulga o “4.º relatório provisório: 1 de Janeiro a 15 de Agosto”, de incêndios rurais referentes a 2020.

Estes valores, ainda provisórios, representam um aumento de 37,81% da área ardida face a igual período de 2019, segundo os dados do documento elaborado pela Divisão de apoio à Gestão de Fogos Rurais (DGFR) do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O distrito mais afectado, no que concerne à área ardida, é Castelo Branco, com 8.683 hectares, cerca de 24% da área total ardida até à data, seguido de Bragança com 5.058 hectares (14% do total) e de Vila Real com 5.003 hectares (14% do total)

No entanto, o ICNF salienta que comparando os valores do ano de 2020 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 44% de incêndios rurais e menos 48% de área ardida relativamente à média anual do período. O ano de 2020 apresenta, até ao dia 15 de Agosto, o segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o quinto valor mais reduzido de área ardida, desde 2010.

Dimensão dos incêndios

Acrescenta o relatório que a distribuição do número de incêndios rurais por classe de área ardida evidencia que em 2020 os incêndios com área ardida inferior a 1 hectare são os mais frequentes (87 % do total de incêndios rurais).

No que se refere a incêndios de maior dimensão, assinala-se, até à data, a ocorrência de 7 incêndios com área ardida superior ou igual a 1.000 hectares.

Consideram-se grandes incêndios sempre que a área ardida total seja igual ou superior a 100 hectares. Até 15 de Agosto de 2020 registaram-se 38 incêndios enquadrados nesta categoria, que resultaram em 30.134 hectares de área ardida, cerca de 83% do total da área ardida.

Análise das causas

Do total de 6.622 incêndios rurais verificados no ano de 2020, 3.728 foram investigados (56% do número total de incêndios – responsáveis por 41% da área total ardida). Destes, a investigação permitiu a atribuição de uma causa para 2.376 incêndios (64% dos incêndios investigados – responsáveis por 36% da área total ardida).

Até à data, as causas mais frequentes em 2020 são: incendiarismo – imputáveis (32%), queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (16%), queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (8%) e queimadas para gestão de pasto para gado (7%).

Conjuntamente, as várias tipologias de queimadas e queimas representam 31% das causas apuradas. Os reacendimentos representam 12% do total de causas apuradas, num valor inferior face à média dos 10 anos anteriores (17%).

Análise regional

Da análise por distrito, destacam-se com maior número de incêndios, e por ordem decrescente, os distritos do Porto (1.845), Braga (618) e Aveiro (473). Em qualquer um dos casos, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão (não ultrapassam 1 hectare de área ardida). No caso específico do distrito do Porto a percentagem de incêndios com menos de 1 hectare de área ardida é de 92%.

O distrito mais afectado, no que concerne à área ardida, é Castelo Branco, com 8.683 hectares, cerca de 24% da área total ardida até à data, seguido de Bragança com 5.058 hectares (14% do total) e de Vila Real com 5.003 hectares (14% do total).

Os concelhos que apresentam maior número de incêndios localizam-se todos a Norte do Tejo, e caracterizam-se por elevada densidade populacional, presença de grandes aglomerados urbanos ou utilização tradicional do fogo na gestão agroflorestal. Estes vinte concelhos representam 35% do número total de ocorrências e 9% da área total ardida.

A área ardida nos 20 concelhos mais afectados representa 75% da área total ardida, estando aqui incluído o concelho de Oleiros, associados à ocorrência de maior dimensão em 2020 (incêndio de Sardeiras de Baixo). O número total de ocorrências nestes vinte concelhos representa apenas 7% do total nacional.

Pode ler o relatório completo aqui.

Agricultura e Mar Actual

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