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Assinado contrato de concessão para a reabilitação e exploração turística da Casa do Outeiro no âmbito do Revive

O contrato de concessão para a reabilitação e exploração turística da Casa do Outeiro, em Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, foi assinado com a empresa AGNT – Gestão e Mediação, assumindo-se como “mais um exemplo de boa prática para a recuperação de património histórico”, informa o Governo.

O imóvel será entregue por 50 anos, para recuperação e exploração turística, incluindo alojamento e componente cultural, num investimento estimado na ordem dos 5,4 milhões de euros, com início de exploração previsto para 2023. O concessionário obriga-se, ainda, a pagar ao Estado uma renda anual de 19.801 euros pela concessão.

Este solar, enquadrado em meio rural, em Agualonga, é uma construção de tipologia seiscentista, ladeada de capela, e que combina modelos de raízes erudita e popular, em que sobressaem os cunhais, cimalhas, molduras e ornamentos em granito.

Apresentando um amplo corpo de construção de diferentes épocas, a sua arquitectura vagueia pelo maneirismo, pelo barroco, e numa fase mais tardia, pelas linhas simples e direitas de finais do século XIX.

O imóvel, que terá tido como actividade predominante a função agrícola, face à extensão dos dois espigueiros existentes no terreno fronteiro à casa, pertence, actualmente, ao município de Paredes de Coura.

Um dos primeiros proprietários da Casa do Outeiro foi Esteves da Fonseca Martins, a quem se deve a sua construção no século XVIII. Mais tarde, a Casa do Outeiro passou para a propriedade dos Antas, de Rubiães, através do dote de casamento de D. Francisca Rosa Pereira Antas, concedido por seu tio.

O último proprietário do solar foi o Visconde de Peso de Melgaço e na década de oitenta do século passado, o Solar dos Viscondes do Peso foi doado ao município e à diocese.

Revive

Até ao momento foram lançados concursos para a concessão de 24 imóveis no Revive, tendo sido adjudicadas 20 concessões, que representam um investimento total estimado em cerca de 149,5 milhões de euros e rendas anuais na ordem dos 2,5 milhões de euros.

Dois dos imóveis concessionados estão já recuperados e em exploração como unidades hoteleiras (Convento de S. Paulo, em Elvas e Coudelaria de Alter, em Alter do Chão), encontrando-se vários outros projectos em processo de licenciamento ou execução de obra.

Segundo a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, “estes números são evidências bem claras, não só do grande interesse por parte dos privados na recuperação e valorização destes imóveis localizados em espaços únicos que dispõem de um elevado potencial de atracção turística, mas também da confiança dos agentes na estratégia que estamos a seguir, bem como no futuro do sector, crucial para o desenvolvimento económico e social do País”.

Actualmente, está a decorrer o concurso para concessão do Hotel Turismo da Guarda, prevendo-se que seja relançado em breve o concurso para concessão do Colégio de S. Fiel, em Castelo Branco, e lançados novos concursos para concessão dos Fortes de S. João da Cadaveira e de S. Pedro, em Cascais.

O Programa Revive foi lançado em 2016/2017 com 33 imóveis, tendo sido integrados 16 novos imóveis numa segunda fase do programa em 2019 e, pelo Despacho n.º 6124/2021 de 23 de Junho, foram integrados 2 novos imóveis de um terceiro lote que deverá ser totalmente anunciado em breve.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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