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Área semeada de cereais de Primavera/Verão mantém tendência de decréscimo

A área semeada de culturas de Primavera/Verão registou, em 2017, uma tendência de decréscimo. Tudo por causa dos baixos preços do milho e da falta de água.

Segundo a edição de 2017 das “Estatísticas Agrícolas” do do Instituto Nacional de Estatística (INE), as sementeiras e plantações das culturas de Primavera/Verão foram marcadas pelas baixas disponibilidades hídricas observadas na generalidade das bacias hidrográficas.

Apesar desta situação, as sementeiras do milho decorreram, de um modo geral, com normalidade e a germinação foi regular, exceptuando as searas instaladas mais cedo, que necessitaram de ser ressemeadas e imediatamente regadas após a sua instalação.

Milho quase sem rentabilidade

A tendência de decréscimo na área semeada, observada desde 2014, manteve-se nesta campanha (-2,4% face a 2016), sendo duas as principais razões para este facto, segundo os técnicos do INE: os baixos preços do milho nos mercados mundiais, remetendo esta cultura para níveis muito próximos do limiar de rentabilidade; e a reduzida disponibilidade hídrica da campanha, muito inferior ao habitual na generalidade das bacias hidrográficas, conduzindo ao replaneamento das áreas das culturas mais consumidoras deste recurso, como é o caso do milho.

No milho de regadio, os dias quentes e secos favoreceram o desenvolvimento da cultura e, exceptuando algumas situações de menor disponibilidade hídrica, foi possível garantir as necessidades das plantas, registando-se um aumento de produtividade, face a 2016.

Searas colhidas com níveis de humidade muito inferiores ao normal

De referir que algumas searas foram colhidas com níveis de humidade muito inferiores ao normal, havendo inclusivamente situações em que milho não necessitou de secador, o que, embora reduzindo os custos, se traduziu numa diminuição da qualidade da colheita, com um elevado número de grãos partidos à saída da ceifeira.

Área de arroz diminui ligeiramente

A superfície de arroz diminuiu ligeiramente face a 2016, devido à menor disponibilidade hídrica observada nas albufeiras da bacia hidrográfica do Sado, onde se situa a maior parte do arroz do Alentejo, o que conduziu à alteração dos planos de ocupação cultural de muitos campos orizícolas. A germinação foi boa e os povoamentos, em geral, homogéneos.

No entanto, a campanha do arroz decorreu de forma distinta nas principais regiões produtoras. Na Lezíria, Grande Lisboa e Baixo Sorraia registam-se produtividades superiores às da campanha anterior, mas com um menor número de grãos inteiros (devido à baixa humidade do grão) e no Vale do Sado, a escassez de água na bacia hidrográfica obrigou a uma diminuição na área semeada, com impacto na produção alcançada.

Já no Baixo Mondego, a acção conjunta de factores adversos (focos de periculária não controlados, elevadas temperaturas na fase de enchimento do grão e forte presença de infestantes) resultou numa elevada percentagem de grãos falidos por panícula. Globalmente a produção rondou as 179,8 mil toneladas.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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