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Área de milho geneticamente modificado em Portugal cai 46% em 2022 para 2.287 ha

A área total cultivada com milho geneticamente modificado em Portugal foi de 2.287,36 hectares, em 2022, o que se traduziu num decréscimo face ao ano anterior de 46%. A região Norte teve um decréscimo mais significativo embora na região de Lisboa e Vale do Tejo também tenha sido elevado.

O Alentejo continua a liderar a área semeada com milho geneticamente modificado, com 1.220 ha, apesar de esta ter registado uma queda de 49% face a 2021.

Estas são algumas das conclusões do Relatório de Acompanhamento de 2022 – Coexistência entre Culturas Geneticamente Modificadas e outros Modos de Produção Agrícola, publicado pela DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária.

Resistência a brocas do milho

Realça o documento que “todas as variedades de milho geneticamente modificadas autorizadas para comercialização em Portugal, contêm o evento MON 810, que lhes confere resistência a brocas do milho das espécies Ostrinia nubilialis e Sesamia nonagrioides. Foram cultivadas em 2022, em Portugal, 10 variedades diferentes de quatro obtentores distintos”.

A nível da União Europeia apenas um único organismo geneticamente modificado está autorizado para cultivo: o milho MON810, incluído em várias variedades de milho. Actualmente está a ser produzido maioritariamente em Espanha e em Portugal.

A DGAV realça ainda que, em 2022, os inspectores oficiais realizaram um total de 16 questionários aos agricultores que cultivaram milho geneticamente modificado. A maioria (63%) dos agricultores indicou como principal razão para a escolha de variedades de milho geneticamente modificadas um melhor controlo das pragas do milho sem recurso a insecticidas. O aumento da produção foi outra das razões apontadas a par da qualidade do grão.

A maioria (75%) dos agricultores apenas produziu milho para grão, tendo os restantes para silagem. A maioria do milho produzido (56%) foi comercializado, tendo o restante sido destinado a consumo nas explorações agrícolas (19%), apenas um agricultor declarou ambos os casos.

Por outro lado, refere a DGAV que “nenhum agricultor referiu ter tido problemas com os agricultores vizinhos nem com a comercialização do seu milho” e que “todos os agricultores avaliaram o balanço da utilização de milho GM como sendo positivo”.

A idade dos inquiridos variou entre os 36 e os 82 anos. O grupo etário entre os 40 e 49 foi o mais representativo na amostra com 31% dos inquiridos, seguindo-se o grupo entre os 50 e 59 anos com 25%. Verifica-se que estes dois grupos etários representam mais de 56% dos inquiridos.

Pode ler o Relatório de Acompanhamento de 2022 – Coexistência entre Culturas Geneticamente Modificadas e outros Modos de Produção Agrícola aqui.

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