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Aquatropolis Academy é “absolutamente decisiva” para a renovação da economia do mar

“A Aquatropolis Academy é um exemplo de sucesso, onde a formação vai ser decisiva para a renovação e requalificação de vários sectores da economia do mar”, disse Rui Pedrosa, vice-presidente do Politécnico de Leiria, na cerimónia de lançamento da Aquatropolis Academy, sedeada na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Politécnico de Leiria (ESTM/IPLeiria).

“A academia visa formar o sector aquícola para a economia digital, para a revolução 4.0. o projecto tem por base a ESTM/IPLeiria, o mar, a aquacultura, mas também valoriza outras áreas que podem ser exploradas nas outras quatro Escolas do Politécnico, nomeadamente na área alimentar e nutrição, no design dos produtos, nos processos de engenharia e gestão, e não menos importante a área das ciências sociais, onde o bem-estar dos consumidores, as questões éticas e, principalmente, a questões associadas à literacia digital e cultural são essenciais neste tempo da digitalização da indústria”, referiu Rui Pedrosa na sessão realizada no dia 30 de Março.

O projecto consolida uma parceria inédita na área da economia do mar entre ensino superior e tecido empresarial, entre a ESTM/IPLeiria e a Compta, e tem por missão formar e capacitar os futuros profissionais do sector aquícola com competências nos domínios técnicos e científicos da Economia Digital.

Industrialização 4.0

Na sessão dedicada à aquacultura e à sua industrialização 4.0, Cristina Rocha, chefe de gabinete da Secretaria de Estado das Pescas, valorizou os projectos de aquacultura e a aposta em investimentos que promovam a melhoria dos processos produtivos. O presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, realçou a importância na qualificação dos recursos humanos e reforço e continuidade da ligação forte com as actividades relacionadas com a economia do mar, além do investimento no conhecimento e na formação.

O primeiro painel de discussão analisou “A Indústria 4.0 e o Desígnio do Mar”, onde António Saraiva, da CIP, falou do desafio da nova revolução da indústria, que não deve ser vista como uma ameaça de extinção de postos de trabalho, mas encerra em si própria novas oportunidades. “Temos hoje uma academia inquieta com estas questões. Há uma consciencialização dos empresários e da academia, pois estão mais próximos e trabalham em conjunto para uma qualificação adaptada à realidade dos tempos. É notório o trabalho que o Politécnico de Leiria tem feito neste sentido”, disse o representante dos empresários.

Por sua vez, Fausto Brito e Abreu, director-geral da Política do Mar, defendeu a importância de maior conhecimento científico sobre o mar e em desenvolver uma economia do mar mais robusta, onde “o conhecimento é o motor para a inovação”.

Uma startup do mar

Na segunda mesa de discussão, Pedro Manuel, CEO da Bitcliq’s, uma startup portuguesa, instalada nas Caldas da Rainha e que tem nos seus quadros vários diplomados do Politécnico de Leiria, que desenvolve software, apresentou o seu projecto “Smart Fishing”, um exemplo de tecnologia aplicada a um sector tão tradicional como o das pescas. Este projecto consiste num conjunto de aplicações, e de software e hardware, que permite a recolha de vários dados em tempo real durante a actividade de pesca em alto mar.

E Hugo Diogo, da Compta, mostrou o elo de ligação entre a indústria 4.0 e a aquacultura, que resulta no conceito de ocean farming, que sustenta o funcionamento do projecto Aquatropolis. São várias as vertentes a desenvolver ao nível tecnológico: smart farm (tecnologia que recebe dados e os processa directamente para os produtores), smart power (capacidade de gerir os recursos energéticos da melhor forma possível), smart environment (envia todos os dados para um sistema de informação que pode medir o ecossistema), smart automation (recebe e envia dados, e dá instruções aos equipamentos), e smart market (através de vários indicadores pode auxiliar os produtores a tomar as melhores decisões para os negócios).

O sub-director da ESTM/IPLeiria, Sérgio Leandro, apresentou de forma resumida a visão, a missão e os valores da Aquatropolis Academy, que tem como principal objectivo estimular a transformação digital do sector aquícola. “A nova academia de conhecimento pretende dar resposta a vários constrangimentos do sector, nomeadamente a fraca capacidade de investimento na modernização tecnológica, o conhecimento empírico que prevalece sobre o conhecimento científico, a falta de controlo dos diferentes estágios da cadeia de valor, e por último, a falta de confiança do consumidor e a forte concorrência global”, disse. E acrescentou: “pretendemos formar profissionais com competência e aptos para incrementar a tecnologia na actividade da aquacultura», destacou Sérgio Leandro. O CEO da Compta, Jorge Delgado, terminou a cerimónia com o reforço da ideia que «temos de saber capitalizar o que temos de melhor – neste caso, o mar”.

A Aquatropolis Academy resulta do consórcio Aquatropolis, projecto em co-promoção co-financiado pelo Compete 2020, que assumiu como compromisso colocar os princípios da quarta vaga da Revolução Industrial ao serviço da modernização e competitividade do sector aquícola português, desenvolvendo uma framework tecnológica que optimize processos críticos da produção.

O consórcio Aquatropolis nasceu há cerca de um ano para promover o desenvolvimento sustentável da aquacultura, e é composto pela Compta, ALGAplus, Domatica, pelo Politécnico de Leiria, através das Escolas Superiores de Turismo e Tecnologia do Mar e de Tecnologia e Gestão, pelo Instituto Politécnico de Tomar e pelo Tagus Valley.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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