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APDL estreia-se na operação de abastecimento de gás natural a navios. Menos 30% de emissões de CO2

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Após reconversão e modernização do ferry Sicilia nos estaleiros da West Sea, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) disponibilizou a infraestrutura portuária de Viana do Castelo para o abastecimento deste navio com Gás Natural Liquefeito (GNL). Este foi a primeira operação deste tipo alguma vez realizada nos portos geridos pela APDL.

O navio Sicilia, de 186 metros e com capacidade para transportar 1.000 passageiros e mais de 400 veículos, foi abastecido com cerca de 125m3 de GNL, durante o dia de ontem, no Terminal Multiusos do Porto de Viana do Castelo, depois de ter dado entrada nos estaleiros navais da West Sea já no passado mês de Fevereiro com o objectivo de ser reconvertido para propulsão a GNL e modernizado.

“Esta operação efectuou-se após meticulosa avaliação de risco e implementação dos procedimentos e melhores práticas suportadas nas recomendações internacionais e nacionais, compiladas desde 2018 num estudo, manuais e procedimentos de Bunkering de GNL, mandada elaborar pela APDL, para a preparação das suas equipas, no seguimento das orientações do Quadro de Acção Nacional para a Criação de uma Infraestrutura para Combustíveis Alternativos (RCM 88/2017), em que traça a meta de 2025, para que os portos nacionais tenham a capacidade e abastecimento de GNL a navios”, refere um comunicado da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.

Trabalho de planeamento concertado

A operação que foi preparada num trabalho de planeamento concertado entre a Administração Portuária, a West Sea, a Baleària Eurolíneas Marítimas (armador) e a ESK (empresa especialista em transporte de gazes liquefeitos e criogénicos), com a colaboração e suporte de outras entidades portuárias e bombeiros, tendo a APDL nomeado a SGS Portugal, para conjuntamente com a equipa interna acompanhar toda a operação do navio e do transportador/abastecedor.

A check list com mais de 70 itens, foi assinada pelas partes envolvidas e revalidada a cada alteração de camião cisterna, planeamento que tendo obedecido às rigorosas politicas de prevenção e segurança, permitiu toda a tranquilidade e o sucesso da operação, que terminou em antecipação ao tempo previsto para toda a operação.

Neste navio, a West Sea instalou um tanque com capacidade para 425 m3 de Gás Natural Liquefeito, adaptou os motores do ferry e da casa das máquinas e instalou, ainda, sensores para monitorização, em tempo real, dos consumos e das emissões.

Redução de 30% das emissões de CO2

A operação resulta na redução de 30% das emissões de CO2 do navio, a economização de mais de nove mil toneladas por ano de CO2 e a eliminação das emissões de enxofre e outras partículas. O navio tem, agora, uma autonomia de mais de mil milhas náuticas ao ser movido a GNL.

A modernização deste navio passou ainda pela adopção de tecnologia “smart ship” que passa pela instalação de rede wi-fi, WhatsApp, Smart TV ou acesso aos camarotes através de um código QR .

“Continuamos a destacar-nos pela capacidade de modernização para responder às novas exigências do mercado, que cada vez mais vão de encontro a um futuro mais verde e sustentável. Pretendemos continuar na linha da frente rumo à transição energética e a um transporte marítimo menos poluente e mais eficiente”, afirma a APDL.

O Gás Natural Liquefeito é um dos combustíveis fósseis que menos polui, e é cada vez mais considerado como sendo uma excelente opção em busca de um futuro de carbono zero. O número de navios movidos a GNL tem vindo a aumentar exponencialmente ao longo de vários anos.

Agricultura e Mar Actual

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