O Laboratório Regional de Sanidade Vegetal (LRSV) está a afirmar-se como “uma peça-chave na modernização e segurança da agricultura açoriana”, defende o secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, que visitou hoje as instalações da unidade.
Na ocasião, o governante destacou o papel central do laboratório na prevenção de pragas e doenças nas culturas do arquipélago, avança uma nota de imprensa do Executivo açoriano.
“O laboratório triplicou, só em 2025, a pesquisa de resíduos de pesticidas em produtos de origem vegetal”, o que representa um reforço claro no controlo de qualidade e na segurança alimentar da produção regional, sustenta António Ventura.
Em cinco anos, o número de organismos nocivos analisados passou de 64 para 99, um avanço que “reflecte também maior sensibilização e empenho por parte dos agricultores”, realça a mesma nota.
“Estes dados revelam uma vontade de fazer melhor, de produzir com responsabilidade. E isso é sinónimo de maior produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, afirmou António Ventura.
O responsável acredita que os Açores estão preparados para, nos próximos dez anos, aumentar significativamente a produção local e reduzir a dependência do exterior.
O LRSV, tutelado pela Direcção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), é actualmente composto por 27 inspectores fitossanitários distribuídos por todas as ilhas. A sua missão vai desde a deteção de pragas e doenças até à análise de amostras de solo, plantas ou insectos, oriundas de agricultores, cooperativas, entidades públicas e privadas.
Com várias valências científicas – da bacteriologia à virologia – o laboratório é desde 2016 reconhecido oficialmente pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) como autoridade no combate a pragas vegetais.
Entre os estudos em curso, destaca-se o trabalho de monitorização da praga ‘Popillia japonica’ na ilha de São Miguel. A densidade de armadilhas instaladas e os dados de captura revelam uma vigilância apertada que tem permitido conter a praga e proteger culturas sensíveis.
A informação recolhida é inserida numa plataforma digital gerida pela DGAV, que centraliza dados de inspecções e prospecções realizadas junto de operadores profissionais.
Além da componente técnica, o laboratório tem desenvolvido colaborações com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), promovendo formações e acções conjuntas que contribuem para melhorar as respostas científicas a novos desafios agrícolas.
“O Laboratório de Sanidade Vegetal é estratégico não só para a nossa agricultura, mas também para a saúde pública, o ambiente e a nossa economia”, sublinha o secretário Regional. E conclui: “É a partir deste trabalho que projectamos os Açores para uma agricultura mais inovadora, competitiva e sustentável”.
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