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António Ventura: exportação de animais vivos “não pode acabar” nos Açores

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O secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural dos Açores, António Ventura, afirmou hoje, 26 de Maio, em Ponta Delgada, que a actividade de exportação de animais vivos na Região “não pode acabar”, uma vez que é também uma forma de retorno económico “para criar riqueza e emprego nos Açores”.

“Temos de nos afirmar como uma Região exportadora de melhoramento genético, com 40 anos de experiência nesse sector”, destacou António Ventura, à margem de uma reunião com a direcção da Federação Agrícola dos Açores, em que participou também o secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, Mário Mota Borges.

Para o titular da pasta da Agricultura, neste sector, “não há sucesso económico se não existir uma agricultura de exportação”, um assunto que tem muito a ver com “a actividade económica”.

Aposta na exportação de animais com qualidade genética

“Num arquipélago com ligações com a Madeira e o continente é fundamental que exista um sistema de transporte regular e apreços acessíveis”, defendeu António Ventura, explicando que “a riqueza de uma região também se mede pela sua capacidade de produzir”.

“Uma das novas vertentes da nova pecuária será a exportação de animais com qualidade genética”, que tem de continuar a ser uma “afirmação dos Açores”, disse o governante.

“Os Açores cumprem a legislação regional, nacional europeia e internacional relativamente às questões do bem-estar animal”, garantiu o governante, destacando a vocação quer a Região tem para a bovinicultura.

Certificação do bem-estar animal

Em colaboração com a Federação Agrícola dos Açores, anunciou ainda António Ventura, a Região já iniciou um processo de certificação do bem-estar animal, que “estará concluído em finais de 2022” e que é “um selo para a explorações pecuárias”, reconhecido pela própria sociedade.

Por sua vez, o secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, sublinhou ser necessário haver uma “maior articulação entre os transportadores marítimos de mercadorias e os produtores agrícolas”, por forma a que o “transporte de gado não seja afectado”, e, por outro lado, que as “suas actividades sejam rentáveis”.

Agricultura e Mar Actual

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