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Ana Botín: “Devemos fomentar ensino superior aberto, que promova a inclusão social”

O Rei de Espanha e o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiram hoje, 21 de Maio, à inauguração do IV Encontro Internacional dos Reitores da Universia, que se realiza em Salamanca, evento em que foram acompanhados pela secretária-geral Ibero-americana, Rebeca Grynspan, o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, o ministro de Educação, Cultura e Desporto do Governo de Espanha, Íñigo Méndez de Vigo, o presidente de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera; e a presidente da Universia e do Banco Santander, Ana Botín.

O IV Encontro Internacional de Reitores da Universia, no qual participam 600 reitores de 26 países que representam 10 milhões de estudantes de universidades de todo o mundo, oferece um espaço de debate sob o lema “Universidade, Sociedade e Futuro”.

Bases da Universidade

Os participantes irão abordar as bases da Universidade, o presente e futuro imediato, concentrando-se em três áreas temáticas: “Formar e aprender num mundo digital”, “Investigar na Universidade, um paradigma em revisão?” e “A contribuição da universidade para o desenvolvimento social e territorial”.

Na abertura do encontro, a presidente da Universia e do Banco Santander, Ana Botín, recordou que cada geração “reescreve o contrato social que regula as relações entre a universidade e a sociedade que serve”, um contrato que “inclui as contribuições para o ensino, para a investigação e, cada vez mais, para a inovação e o empreendedorismo”. Declarou ainda que “uma das funções de uma educação universitária deve ser ensinar a aprender, isto é, oferecer as ferramentas que permitem ao estudante de hoje desenvolver novas capacidades e competências de que ele irá precisar no futuro”.

“A educação não é tudo, mas é quase tudo”

Convencida de que “a educação não é tudo, mas é quase tudo. A educação transforma-nos: pessoalmente, emocionalmente, culturalmente e, claro, economicamente”, Ana Botín expôs três reflexões.

“A educação é a base para construir sociedades mais inclusivas, prósperas e resilientes”. A relação entre professor e aluno é cada vez mais mediada pela tecnologia, colocando o aluno no centro da nossa actividade. A revolução digital “é um poderoso motor de mudança económica, social, política e cultural”.

A importância da universidade para promover o crescimento pessoal e a mobilidade social. “As nossas universidades ensinam que o conhecimento, a ciência e a experiência humana não têm fronteiras. Temos de ver a universidade como parte da resposta para formar cidadãos globais, evitando visões localistas e endogâmicas, que nos afastam da cooperação internacional”, disse.

As conclusões do debate serão reflectidas na “Declaração de Salamanca”, que será publicada amanhã, com o compromisso das autoridades responsáveis pela Universidade de avançar, através de acções concretas, em consonância com as necessidades da sociedade do século XXI. A cerimónia de encerramento contará com a presença do Presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy.

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